Boletim Focus revela leve queda na inflação e estabilidade nos juros, com dólar volátil até 2028
O mercado financeiro inicia o ano com ajustes sutis, mas reveladores, nas expectativas para os principais indicadores econômicos do Brasil. Segundo o último Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, analistas reduziram novamente a projeção de inflação para 2025, mesmo diante da recente valorização do dólar, que pressiona custos e pode impactar preços ao consumidor.
Inflação: cortes discretos, mas relevantes
A expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2025 caiu de 4,33% para 4,32%, sinalizando uma confiança moderada na condução da política monetária e na capacidade do país de controlar pressões inflacionárias, apesar do cenário externo desafiador. Para 2026, a projeção também recuou levemente, de 4,06% para 4,05%. Esses ajustes, embora pequenos, refletem o olhar atento do mercado sobre a dinâmica dos preços e a resposta do Banco Central.
Dólar: volatilidade eleitoral e projeções de alta
O câmbio segue no radar dos investidores, especialmente com a aproximação das eleições presidenciais de 2026. O dólar, que recentemente superou os R$ 5,50, tem projeção de encerrar 2025 em R$ 5,44, subindo para R$ 5,50 em 2026 e 2027, e atingindo R$ 5,52 em 2028. A volatilidade cambial reflete tanto fatores domésticos quanto o ambiente internacional, e pode influenciar diretamente a inflação e as decisões de investimento.
Selic: estabilidade nas apostas para os juros
Apesar das oscilações no câmbio e das incertezas políticas, o mercado manteve suas projeções para a taxa Selic (SELIC) . A expectativa é de que os juros básicos recuem gradualmente: de 15% atualmente para 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028. Esse cenário sugere uma aposta em desaceleração da inflação e maior previsibilidade para o custo do crédito nos próximos anos.
PIB: crescimento modesto, mas consistente
No que diz respeito ao crescimento econômico, as projeções para o PIB brasileiro foram levemente ajustadas. O mercado espera alta de 2,26% em 2025, seguida de 1,80% em 2026 e 2027, e uma recuperação para 2,00% em 2028. O ritmo moderado indica cautela diante dos desafios fiscais e estruturais, mas também aponta para uma economia resiliente.
Análise e perspectivas
O conjunto de projeções revela um mercado atento aos riscos, mas ainda confiante na capacidade do Brasil de atravessar um período de volatilidade global sem grandes sobressaltos. A inflação sob controle, mesmo com o dólar pressionado, e a manutenção das apostas para a Selic indicam que o cenário base segue de estabilidade, ainda que permeado por incertezas políticas e externas.
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