Renda fixa e debêntures impulsionam crescimento, com otimismo para 2026 apesar de volatilidade
O mercado de capitais brasileiro alcançou um patamar histórico em 2025, movimentando impressionantes R$ 838,8 bilhões, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Esse avanço de 6,4% em relação ao ano anterior reforça a força da renda fixa como protagonista do setor, consolidando o Brasil como um dos mercados mais dinâmicos da América Latina. O otimismo para 2026 permanece elevado, impulsionado por fundamentos sólidos e perspectivas de continuidade no crescimento.
Renda fixa lidera e debêntures batem recorde
O destaque do ano ficou por conta da renda fixa, que mais uma vez sustentou o ritmo de expansão do mercado de capitais. Em dezembro, o volume investido entre renda fixa e variável atingiu R$ 116,1 bilhões, o maior já registrado desde o início da série histórica em 2012. O apetite dos investidores por debêntures foi notável: em 2025, as emissões somaram R$ 492,8 bilhões, superando em 4% o recorde anterior. O capital captado foi direcionado principalmente para projetos de infraestrutura e pagamento de dívidas corporativas, refletindo a busca por retornos atrativos e segurança.
As debêntures incentivadas, isentas de imposto de renda, também tiveram desempenho expressivo, com captação de R$ 178 bilhões. Empresas como a Taesa (TAEE11) aproveitaram o ambiente favorável para financiar grandes projetos, especialmente no setor elétrico. Ao todo, 26 setores da economia recorreram a debêntures, com destaque para energia elétrica, transportes, setor financeiro e saneamento, que juntos responderam por grande parte das captações.
Cenário e perspectivas para 2026
Segundo Cesar Mindof, diretor da Anbima, o resultado robusto foi impulsionado por condições de mercado favoráveis e discussões sobre tributação, que motivaram empresas a antecipar emissões. Para 2026, a expectativa é positiva, embora o cenário eleitoral e fatores externos possam trazer volatilidade. O amadurecimento do mercado e a diversificação das fontes de financiamento são pontos que sustentam o otimismo dos agentes econômicos.
Liquidez e maturidade no mercado secundário
Outro sinal de evolução é o crescimento do mercado secundário de renda fixa. O volume negociado de debêntures saltou 33,9%, alcançando R$ 947,4 bilhões – quase o dobro do mercado primário. Esse movimento evidencia maior liquidez e maturidade, facilitando a vida dos investidores que buscam negociar títulos antes do vencimento.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) também registraram recorde, com captação de R$ 46,2 bilhões, alta de 11,1% no ano. Já os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) somaram R$ 49 bilhões, mas apresentaram retração de 20,2%. No exterior, as emissões de renda fixa atingiram US$ 31,6 bilhões, maior volume desde 2014, com destaque para títulos de médio prazo.
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