Pagamentos e recompra reforçam valor ao acionista e atraem investidores para o varejo
A Lojas Renner (LREN3) surpreendeu o mercado nesta segunda-feira ao anunciar uma série de medidas que reforçam seu compromisso com a geração de valor para o acionista.
Entre as principais novidades, a varejista comunicou o pagamento de R$ 223,7 milhões em Juros sobre o Capital Próprio (JCP), a aprovação de um robusto programa de recompra de ações e uma política de distribuição de lucros ainda mais agressiva até 2030.
Pagamento de JCP reforça atratividade
O anúncio do pagamento de JCP, no valor bruto de R$ 0,2277 por ação, evidencia a solidez dos resultados da Lojas Renner (LREN3) no quarto trimestre de 2025. O benefício será destinado aos investidores posicionados até 11 de dezembro, com as ações passando a ser negociadas ex-direito a partir do dia 12. O pagamento está agendado para 13 de janeiro de 2026, já descontado o Imposto de Renda de 15%, exceto para acionistas que comprovarem isenção até 22 de dezembro. Essa distribuição reforça a atratividade do papel para quem busca renda recorrente e estabilidade em meio à volatilidade do varejo.
Programa de recompra amplia potencial de valorização
Além do JCP, a Renner aprovou um novo programa de recompra de até 75 milhões de ações em 18 meses, o equivalente a 7,6% do free float. O objetivo é claro: reduzir o número de ações em circulação, elevando o lucro e os proventos por ação, além de criar valor adicional para os acionistas. O programa, que pode movimentar até R$ 1,2 bilhão, será financiado com recursos próprios, sem comprometer obrigações financeiras ou o pagamento de dividendos obrigatórios. Parte das ações recompradas poderá ser utilizada em planos de incentivo de longo prazo, enquanto outra parcela poderá ser cancelada, como já ocorreu com 52,9 milhões de papéis recentemente.
Política de payout agressiva até 2030
Em encontro com investidores, a Renner sinalizou uma política de distribuição de lucros acima da média do setor, projetando distribuir entre 50% e 80% dos lucros até 2030. Com a possível volta da taxação de dividendos em 2026, a companhia deve priorizar o pagamento via JCP, mas não descarta complementos por meio de dividendos e recompras, sempre respeitando as reservas de lucro e a saúde financeira da empresa. Essa postura evidencia a confiança da administração na geração de caixa futura e no compromisso de maximizar o retorno ao acionista.
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