Analistas veem potencial de valorização nas ações japonesas e recomendam ETFs como FLJP para investidores
O cenário global de investimentos está prestes a testemunhar uma possível virada de protagonismo: o Japão pode superar o S&P 500 em 2026, contrariando a máxima de Warren Buffett sobre nunca apostar contra a América. Embora os Estados Unidos tradicionalmente concentrem as melhores oportunidades internacionais, analistas de Wall Street enxergam nas empresas japonesas um potencial de valorização superior ao do índice americano neste ciclo.
Contexto e desempenho recente
O otimismo em relação ao mercado japonês não surge do nada. Em 2025, o Nikkei 225 – principal índice da bolsa de Tóquio, equivalente ao Ibovespa brasileiro – já acumulou alta de 28%, ultrapassando a marca histórica dos 50 mil pontos. Esse desempenho robusto é impulsionado por um ambiente político e regulatório favorável, com o novo governo Takaichi promovendo estabilidade e fortalecendo os laços econômicos com os Estados Unidos. Além disso, a expectativa de fusões e aquisições no mercado corporativo japonês adiciona um componente extra de dinamismo ao setor.
Fatores cambiais e impacto nas exportadoras
Outro ponto central para o investidor atento é a desvalorização do iene. A moeda japonesa perdeu força tanto frente ao real quanto ao dólar, tornando o Japão um destino mais acessível para turistas e, principalmente, mais competitivo para suas empresas exportadoras. Gigantes como Toyota Motors, que têm grande parte de sua receita atrelada ao mercado externo, se beneficiam diretamente desse cenário: quanto mais fraco o iene, maior o ganho na conversão de receitas em moedas fortes.
Estratégias para investir no Japão
Para quem deseja aproveitar essa tendência, há diversas alternativas. A bolsa americana oferece amplo acesso a ações japonesas, enquanto a B3 disponibiliza BDRs de empresas como a própria Toyota. No entanto, especialistas recomendam a exposição via ETFs americanos, como o Franklin FTSE Japan ETF (FLJP), que investe em uma cesta diversificada de quase 500 companhias japonesas, com destaque para os setores industrial, consumo discricionário e financeiro.
Comparativo de ETFs e perspectivas para 2026
O FLJP, segundo analistas, tende a superar o WisdomTree Japan Hedged Fund (DXJ) em 2026, especialmente para investidores que buscam ganhos tanto com a valorização das ações quanto com as oscilações cambiais do iene. O DXJ, por sua vez, é mais indicado para quem prefere proteção cambial e horizonte de longo prazo, tendo acumulado valorização de 200% em dólares na última década. Já o FLJP entregou retorno de 26% nos últimos 12 meses, reforçando o apetite do mercado por ativos japoneses.
Análise e projeção
O ambiente japonês reúne, portanto, uma combinação rara de fundamentos sólidos, potencial de valorização e oportunidades táticas para investidores globais. A expectativa é que, com a continuidade das reformas e o fortalecimento do iene, o Japão se consolide como um dos mercados mais promissores de 2026, podendo, de fato, superar o S&P 500 em performance.
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