Lucro de R$ 12,3 bi no 4T25 e programa de recompra fortalecem valor para acionistas
O Itaú Unibanco (ITUB4) surpreendeu novamente o mercado ao apresentar um lucro recorde no quarto trimestre de 2025, consolidando sua posição de liderança em rentabilidade entre os grandes bancos brasileiros. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (4), veio acompanhado de medidas estratégicas que prometem fortalecer ainda mais a relação com seus acionistas e impulsionar o valor de mercado da instituição.
Contexto e impacto do lucro recorde
O banco registrou um lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no 4T25, elevando o resultado acumulado do ano para impressionantes R$ 46,8 bilhões. Esse desempenho representa um crescimento superior a 13% em relação ao ano anterior, reflexo de uma gestão eficiente e de uma carteira de crédito robusta. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 24,4%, reforçando o compromisso do Itaú com a geração de valor sustentável para seus investidores.
Programa de recompra de ações: estratégia para valorização
Em paralelo ao anúncio dos resultados, o Itaú aprovou um novo programa de recompra de até 200 milhões de ações preferenciais ao longo dos próximos 18 meses, com prazo até agosto de 2027. A recompra será realizada a preços de mercado na bolsa de valores, sem comprometer as obrigações financeiras do banco, graças à sólida geração de caixa. Parte dessas ações será destinada a programas de incentivo de longo prazo para colaboradores e administradores, enquanto outra parcela poderá ser cancelada, reduzindo o número de papéis em circulação e potencializando o retorno aos acionistas.
Esse movimento tende a aumentar o dividendo por ação, já que a distribuição de lucros passa a ser feita entre um número menor de ações. Além disso, caso haja cancelamento dos papéis recomprados, os investidores veem sua participação relativa ampliada, o que pode impulsionar ainda mais o valor das ações no médio e longo prazo.
Dividendos e JCP: remuneração antecipada aos acionistas
O Itaú também antecipou o pagamento dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) anunciados em novembro de 2025. O valor total distribuído chega a R$ 23,4 bilhões, equivalente a cerca de R$ 2,24 por ação, sendo R$ 1,8682 em dividendos e R$ 0,3697 em JCP. O pagamento dos dividendos já ocorreu em dezembro de 2025, enquanto o JCP, inicialmente previsto para até abril de 2026, foi antecipado para 6 de março. Vale lembrar que o JCP está sujeito à retenção de Imposto de Renda, resultando em um valor líquido de R$ 0,3142 por ação para a maioria dos investidores.
A medida reforça o compromisso do banco com a geração de valor ao acionista e pode sinalizar novas distribuições ao longo de 2026, já que o Itaú estabeleceu um calendário de pagamentos mensais de JCP para o próximo ano.
Análise e perspectivas para investidores
O desempenho robusto do Itaú no 4T25, aliado à estratégia de recompra de ações e à antecipação de proventos, evidencia uma gestão focada em eficiência operacional e retorno ao acionista. O banco segue como referência no setor financeiro brasileiro, mantendo margens elevadas e uma política consistente de remuneração.
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