Petrobras perde liderança; BTG Pactual e Axia Energia se destacam com grandes valorizações
O cenário corporativo brasileiro em 2025 foi marcado por uma intensa disputa pelo topo do ranking das empresas mais valiosas da B3, refletindo movimentos estratégicos e oscilações de mercado que impactaram diretamente o valor de mercado das principais companhias listadas.
Neste contexto, Petrobras (PETR4) e Itaú protagonizaram uma acirrada corrida pela liderança, enquanto nomes como BTG Pactual e Axia Energia surpreenderam com saltos expressivos em suas capitalizações.
Transformações no topo do ranking
Até meados de 2025, a Petrobras (PETR4) mantinha-se como a empresa mais valiosa da bolsa brasileira. No entanto, a queda nos preços do petróleo e a consequente desvalorização de suas ações fizeram com que a estatal perdesse mais de R$ 80 bilhões em valor de mercado. Esse movimento abriu espaço para o Itaú, que, impulsionado por resultados financeiros sólidos e uma política de dividendos robusta, viu seu valor de mercado saltar em mais de R$ 131 bilhões, alcançando R$ 413 bilhões no fechamento de 29 de dezembro. A diferença entre as duas gigantes ficou tão estreita que, salvo uma reviravolta de última hora, o Itaú deve encerrar o ano como a empresa mais valiosa da B3.
BTG Pactual e Axia Energia: os grandes destaques do ano
Se o avanço do Itaú impressiona, o protagonismo do BTG Pactual em 2025 foi ainda mais notável. O banco de investimentos conquistou um ganho de R$ 178 bilhões em valor de mercado, saltando da sétima para a terceira posição no ranking e superando até mesmo a Vale, tradicional ocupante do pódio. Já a Axia Energia, antiga Eletrobras, quase dobrou sua capitalização e subiu da 12ª para a 8ª posição, consolidando-se como uma das surpresas positivas do ano.
Bradesco também merece destaque, com uma valorização superior a R$ 65 bilhões, o que lhe garantiu uma posição a mais no seleto grupo das dez maiores empresas da bolsa.
Perdas relevantes e estabilidade em meio à volatilidade
Nem todas as empresas conseguiram surfar a onda positiva do mercado em 2025. O Banco do Brasil, pressionado pelo aumento da inadimplência no agronegócio e pela necessidade de maiores provisões, perdeu R$ 13,5 bilhões em valor de mercado e deixou o top 10, caindo para a 11ª posição. A Weg, por sua vez, enfrentou desafios tanto nos resultados quanto no cenário internacional, especialmente após ser alvo de medidas protecionistas dos Estados Unidos, o que resultou em uma perda de R$ 17 bilhões e a queda da 4ª para a 6ª posição.
Em contrapartida, empresas como Ambev, Itaúsa e Santander conseguiram manter suas posições no ranking, demonstrando resiliência e capacidade de adaptação em um ambiente de alta volatilidade.
Panorama das maiores empresas da B3
No fechamento de 2025, o ranking das dez empresas mais valiosas da B3 ficou assim: Itaú (R$ 413 bi), Petrobras (PETR4) (R$ 407,9 bi), BTG Pactual (R$ 311,6 bi), Vale (R$ 307,8 bi), Ambev (R$ 216,2 bi), Weg (R$ 204,3 bi), Bradesco (R$ 181,8 bi), Axia Energia (R$ 142,5 bi), Itaúsa (R$ 131,1 bi) e Santander (R$ 124,5 bi). O Banco do Brasil, que figurava entre as seis maiores em 2024, agora ocupa a 11ª posição, enquanto a Telefônica fecha o grupo das empresas avaliadas acima de R$ 100 bilhões.
Análise e perspectivas para investidores
A movimentação no ranking evidencia a importância de acompanhar não apenas os resultados trimestrais, mas também fatores macroeconômicos e setoriais que podem impactar o valor de mercado das companhias. Para o investidor, entender essas dinâmicas é fundamental para identificar oportunidades e riscos em um ambiente cada vez mais competitivo e dinâmico.
Para quem deseja monitorar em tempo real as mudanças no valor de mercado das principais empresas da bolsa, o Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada e atualizada dos movimentos do mercado, facilitando a tomada de decisão estratégica.