Carteira destaca Copel, Allos, Bradesco, Direcional e Aura Minerals para renda passiva em dezembro
O Itaú BBA acaba de atualizar sua carteira recomendada de dividendos, destacando cinco ações que prometem retornos expressivos para investidores atentos ao mercado de renda passiva.
A seleção de dezembro traz nomes de peso como Copel (CPLE3), Allos (ALOS3), Bradesco (BBDC4), Direcional (DIRR3) e Aura Minerals (AURA33), enquanto a Caixa Seguridade (CXSE3) deixa de compor o portfólio do banco neste ciclo.
Contexto e estratégia da carteira
A movimentação do Itaú BBA reflete uma busca por ativos que conciliem estabilidade e potencial de valorização nos dividendos. A Allos desponta como a principal aposta, com projeção de dividend yield próximo a 13% em 2026 e pagamentos mensais, posicionando-se entre as maiores pagadoras da bolsa. Copel, Bradesco e Aura Minerals permanecem como pilares do portfólio, sustentados por históricos sólidos de distribuição e resiliência em diferentes cenários econômicos.
A entrada da Direcional evidencia o olhar estratégico para o setor de construção civil, que pode se beneficiar de uma retomada do mercado imobiliário e do aumento da demanda por habitação. O BBA ajusta suas estimativas para atender investidores que buscam renda passiva imediata ou de curto prazo, reforçando o compromisso com retornos consistentes. Em novembro, a carteira já havia registrado um retorno acumulado de 10,7%, sinalizando a eficácia da seleção.
Desempenho das empresas indicadas
A análise dos resultados recentes das empresas reforça a escolha do BBA. A Copel reportou lucro líquido de R$ 383,1 milhões no terceiro trimestre, apesar de uma queda de 68,5% em relação ao ano anterior. O Ebitda recorrente cresceu 7,8%, atingindo R$ 1,3 bilhão, enquanto a receita líquida avançou 18,7%, totalizando R$ 6,8 bilhões.
A Allos apresentou um trimestre robusto, com lucro líquido de R$ 126 milhões, alta de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado subiu 8,5%, chegando a R$ 502,4 milhões, e a receita líquida cresceu 6,6%, somando R$ 680 milhões.
O Bradesco manteve sua trajetória de crescimento, com lucro líquido recorrente de R$ 6,2 bilhões no terceiro trimestre, um avanço de 18,8% na comparação anual. O lucro contábil, sem efeitos extraordinários, permaneceu estável em R$ 6,20 bilhões.
A Direcional destacou-se com um lucro líquido de R$ 230 milhões, crescimento de 43% frente ao terceiro trimestre do ano anterior. O Ebitda ajustado atingiu R$ 302 milhões, alta de 36%, e a receita líquida subiu 27%, alcançando R$ 1,2 bilhão.
Já a Aura Minerals reverteu prejuízo e apresentou lucro líquido de US$ 5,6 milhões no terceiro trimestre, impulsionada por um aumento de 125% no lucro operacional. A produção atingiu 74.227 GEO, crescimento de 16% sobre o trimestre anterior e 9% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado chegou a US$ 152,1 milhões, estabelecendo um novo recorde com alta de 43%.
Análise e perspectivas para investidores
A atualização da carteira do Itaú BBA evidencia uma estratégia focada em ativos resilientes e com potencial de geração de renda consistente, mesmo em cenários de volatilidade. O destaque para Allos e Direcional mostra a aposta em setores com perspectivas de crescimento e distribuição robusta de dividendos, enquanto Copel, Bradesco e Aura Minerals garantem estabilidade ao portfólio.
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