Comparação entre ARGT39 e BECH39 destaca oportunidades e riscos nos mercados emergentes sul-americanos
Argentina e Chile: Disputa no Universo dos Investimentos
Argentina e Chile, dois protagonistas do cenário sul-americano, também travam uma disputa acirrada no universo dos investimentos. Enquanto as seleções nacionais se preparam para a Copa do Mundo de 2026, as bolsas de valores desses países seguem em campo, representando suas economias e atraindo o olhar atento de investidores que buscam oportunidades em mercados emergentes.
No contexto atual, a América Latina desponta como destaque entre os emergentes, mas a dúvida persiste: onde alocar recursos para obter o melhor retorno? Para responder a essa questão, analisamos o desempenho de dois importantes BDRs de ETFs listados na B3: o Argentina Global X MSCI (ARGT39) e o BlackRock iShares MSCI Chile (BECH39). Ambos refletem o desempenho das principais empresas de seus países, sendo compostos exclusivamente por ações e negociados diretamente no mercado brasileiro.
Desempenho recente e fundamentos
Nos últimos 12 meses, o ARGT39, representante argentino, apresentou uma valorização de 4%, enquanto o BECH39, do Chile, surpreendeu com um retorno de 21% no mesmo período, segundo dados da B3. Apesar do desempenho superior do ETF chileno, o argentino segue como o mais procurado pelos investidores brasileiros, registrando quase o dobro do volume de negociações.
O preço das cotas também difere: o ARGT39 é negociado em torno de R$ 47,50, com patrimônio líquido de US$ 842 milhões, enquanto o BECH39 custa cerca de R$ 68 e ostenta um patrimônio superior a US$ 1 trilhão. Ambos os ETFs possuem carteiras diversificadas, compostas por 25 empresas de destaque em seus respectivos mercados. Entre os destaques argentinos estão Mercado Livre e YPF; já no lado chileno, Sociedade Química e Mineira e Latam ganham protagonismo.
Cenário político e impacto no mercado
Tanto Argentina quanto Chile vivem momentos de transição política, com presidentes de direita eleitos recentemente sob a promessa de ajuste fiscal e reformas estruturais. Esse movimento trouxe otimismo inicial ao mercado, refletido na valorização das bolsas logo após as eleições. Contudo, especialmente na Argentina, a implementação das promessas de campanha enfrenta desafios, gerando incertezas quanto à sustentabilidade desse otimismo no médio prazo.
Análise e perspectivas
A escolha entre investir no ARGT39 ou no BECH39 depende do perfil do investidor e de sua visão sobre o cenário macroeconômico e político de cada país. O ETF chileno, com desempenho recente mais robusto e patrimônio expressivo, pode atrair quem busca maior estabilidade e retorno. Já o argentino, apesar de menor valorização, segue como favorito em volume negociado, indicando apetite por risco e expectativa de recuperação futura.
Para quem deseja aprofundar a análise e comparar indicadores fundamentais desses e de outros ETFs internacionais, a ferramenta de Comparador de Ações da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada e prática para embasar decisões de investimento.