Carteira HALO valoriza empresas com ativos físicos e baixa exposição à disrupção tecnológica
O avanço acelerado da inteligência artificial (IA) pelas gigantes de tecnologia dos Estados Unidos tem gerado inquietação entre investidores globais, preocupados com o risco de obsolescência de empresas tradicionais.
Em 2026, esse temor se transformou em uma nova abordagem estratégica: a busca por companhias da chamada 'velha economia', menos vulneráveis à disrupção tecnológica. Surge, assim, o conceito HALO — High Assets, Low Obsolescence — que valoriza negócios com ativos físicos robustos e baixa exposição à rápida evolução da IA.
O efeito HALO ganha força nas bolsas mundiais, e o Brasil desponta como terreno fértil para essa estratégia. Muitas empresas brasileiras, com operações baseadas em ativos tangíveis e difíceis de replicar, se encaixam perfeitamente nesse perfil. Esse movimento já se reflete no desempenho do Ibovespa (IBOV), que vem registrando recordes impulsionados pela preferência global por negócios resilientes à tecnologia disruptiva.
Analistas do Santander Brasil, atentos a essa tendência, montaram uma carteira exclusiva de ações nacionais alinhadas ao efeito HALO. A seleção, liderada por Aline Cardoso, prioriza empresas com alta base de ativos, baixa obsolescência, sólido momento operacional e valuations atrativos. O objetivo é capturar o potencial de valorização dessas companhias diante da crescente demanda por resiliência frente à IA.
Entre os destaques da carteira está a Orizon Valorização de Resíduos Orizon Valorização de Resíduos (ORVR3), que transforma resíduos em energia renovável, exemplificando a força de negócios físicos e sustentáveis. A lista inclui ainda nomes de peso como Axia Energia, Aura Minerals, Brava Energia, Copasa, Cyrela, Direcional Engenharia, Prio, Telefônica Brasil e Vale (VALE3) — empresas de setores como energia, mineração, saneamento, construção civil, petróleo e telecomunicações.
A análise do Santander reforça que a pergunta central do mercado mudou: não se trata mais de quem se beneficia da IA, mas de quem consegue manter vantagens competitivas diante dela. O cenário aponta para uma rotação de investimentos do digital para o físico, favorecendo companhias com fundamentos sólidos e menor risco de obsolescência.
Para investidores atentos às tendências globais e à busca por resiliência em suas carteiras, acompanhar o desempenho dessas empresas pode ser decisivo. A ferramenta de Ranking de Ativos da AUVP Analítica permite monitorar, comparar e analisar os principais indicadores dessas e de outras ações do Ibovespa, facilitando decisões fundamentadas em dados e tendências de mercado.