IPCA abaixo da meta alivia mercado, eleva taxas do Tesouro Direto e reforça atenção à renda fixa em 2026
Inflação controlada em 2025 não deve alterar trajetória da Selic em 2026, mas mexe com títulos públicos
O cenário da inflação brasileira em 2025 trouxe um alívio para o mercado: o IPCA encerrou o ano em 4,26%, abaixo do teto da meta de 4,50%. Esse resultado, embora positivo, não deve provocar mudanças significativas na política de juros do Banco Central para 2026, segundo especialistas do setor financeiro.
Impacto imediato nos investimentos em renda fixa
A divulgação do IPCA abaixo do teto da meta repercutiu rapidamente nos investimentos em renda fixa. As taxas dos títulos do Tesouro Direto subiram, refletindo um ajuste do mercado diante das expectativas para a política monetária. O Tesouro Renda+ 2065, por exemplo, passou a oferecer uma remuneração de IPCA+ 7,05% ao ano, acima dos 7% registrados em 7 de janeiro. Essa elevação nas taxas resultou em uma queda no preço unitário do título, que recuou de R$ 183,27 para R$ 179,49 em apenas dois pregões, uma desvalorização de 2,06%.
Perspectivas para a Selic (SELIC) e inflação em 2026
De acordo com Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, o IPCA de 2025 veio em linha com as projeções e não deve alterar o cronograma do Banco Central para o início do ciclo de cortes da Selic. A expectativa é que a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, só comece a ser reduzida a partir da reunião do Copom marcada para 29 de abril de 2026. Para o próximo ano, a projeção é de uma inflação ainda mais controlada, em torno de 4%.
Desempenho dos títulos públicos: oportunidades e desafios
Apesar do Tesouro Renda+ 2065 ser um dos preferidos para quem pensa em aposentadoria, ele não foi o destaque em valorização na marcação a mercado nos últimos 12 meses. Enquanto esse título acumulou alta de 13,78% no período, o Tesouro Prefixado 2031 apresentou um desempenho superior, com valorização de 22,83%. Esse movimento reforça a importância de diversificar a carteira e acompanhar de perto as oscilações do mercado de renda fixa.
Panorama das taxas e preços dos títulos do Tesouro Direto
Na tarde de 9 de janeiro de 2026, os investidores encontraram uma ampla variedade de opções no Tesouro Direto, com rentabilidades atrativas tanto para títulos prefixados quanto para os indexados à inflação. Os títulos prefixados ofereciam taxas entre 12,99% e 13,65% ao ano, enquanto os pós-fixados atrelados à Selic (SELIC) apresentavam retornos adicionais de até 0,10% ao ano. Já os títulos indexados ao IPCA (IPCA) , incluindo as linhas Renda+ e Educa+, remuneravam entre IPCA+ 7,00% e IPCA+ 7,83% ao ano, dependendo do prazo e do objetivo do investimento.
Análise AUVP Analítica: o que esperar do mercado de renda fixa
O controle da inflação em 2025 reforça a resiliência da política monetária brasileira, mas o investidor deve manter atenção redobrada ao cenário de juros elevados e à volatilidade dos preços dos títulos públicos. O momento é propício para avaliar estratégias de diversificação e buscar oportunidades em diferentes prazos e indexadores.
Para quem deseja comparar o desempenho e as características dos principais títulos públicos disponíveis, a ferramenta de Comparador de Renda Fixa da AUVP Analítica oferece uma análise detalhada das opções do Tesouro Direto, facilitando escolhas mais informadas e alinhadas ao seu perfil de investimento.