Índice registra queda de 1,05% em 12 meses, beneficiando aluguéis e contratos atrelados
O IGP-M, um dos principais termômetros da economia brasileira, traz uma notícia animadora para inquilinos e consumidores em 2025: o índice encerrou o ano com deflação, sinalizando um alívio nos reajustes de aluguel e em contratos atrelados ao indicador.
Segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (29), o IGP-M de dezembro registrou queda de 0,01%, consolidando uma variação acumulada de -1,05% nos últimos 12 meses. Esse resultado representa uma reviravolta significativa em relação ao ano anterior, quando o índice acumulava alta de 6,5%.
Contexto e impacto no mercado
A deflação do IGP-M ocorre em um cenário de inflação oficial ainda positiva, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para fechar o ano em torno de 4,5%, conforme estimativas do IBGE. Essa discrepância evidencia a influência de fatores específicos, como a volatilidade dos preços no agronegócio e o ambiente global incerto, que impactaram principalmente os preços no atacado. Apesar disso, os preços ao consumidor mantiveram alta moderada, especialmente em serviços e habitação, mas convergiram para o intervalo de tolerância da meta de inflação.
O movimento de desaceleração do IGP-M foi gradual ao longo do ano. Após atingir picos superiores a 8,5% em determinados meses, o índice começou a recuar a partir de março, quando registrou a primeira deflação de 0,34%. Em junho, a queda se acentuou, chegando a -1,67%, consolidando a tendência de alívio para contratos indexados ao IGP-M.
Análise e perspectivas
O IGP-M é composto por uma cesta de indicadores, incluindo o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o que o torna sensível a oscilações em diferentes etapas da cadeia produtiva. Além de balizar reajustes de aluguéis, o índice é referência para correção de tarifas públicas, contratos de prestação de serviços, mensalidades escolares e planos de saúde.
A deflação registrada em 2025 deve proporcionar um respiro financeiro para famílias e empresas, especialmente aquelas com contratos atrelados ao IGP-M. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de monitorar o comportamento dos preços ao longo do próximo ano, diante das incertezas do cenário internacional e das pressões setoriais que ainda persistem.
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