Petrobras valoriza 4,89%, Raízen recua após recuperação extrajudicial e varejo surpreende em janeiro
Ibovespa fecha em alta impulsionado por blue chips
O Ibovespa encerrou a quarta-feira em alta de 0,28%, alcançando 183.969 pontos, impulsionado pelo desempenho das blue chips mesmo diante de um cenário internacional marcado por forte aversão ao risco devido ao conflito no Irã. O dólar à vista, por sua vez, fechou praticamente estável, com leve alta de 0,03%, cotado a R$ 5,15, refletindo a cautela dos investidores frente à volatilidade global.
Petrobras lidera ganhos e atinge marca histórica
Entre os destaques do pregão, as ações da Petrobras (PETR4) se sobressaíram com uma valorização de 4,89%, acompanhando a disparada do petróleo Brent nos mercados internacionais. Esse movimento permitiu que a estatal mantivesse seu valor de mercado acima dos R$ 600 bilhões, consolidando uma marca histórica e reforçando sua relevância no cenário corporativo brasileiro. O desempenho da Petrobras evidencia como o setor de energia segue sensível às tensões geopolíticas e à dinâmica dos preços das commodities.
No lado oposto, a Raízen registrou a maior queda do dia, com recuo de 5,77%, após anunciar pedido de recuperação extrajudicial para suspender temporariamente o pagamento de dívidas que somam cerca de R$ 65 bilhões. O mercado acompanha de perto a situação da companhia, joint venture entre Cosan e Shell, diante das expectativas de reestruturação e possíveis aportes dos controladores. Já o GPA, que protocolou pedido de recuperação judicial na véspera, surpreendeu com alta de 1,89%, após o processo ser aceito pela Justiça de São Paulo.
Varejo supera expectativas e cenário político divide atenções
No ambiente doméstico, o setor varejista trouxe alívio ao mercado ao apresentar crescimento de 0,4% nas vendas em janeiro frente a dezembro, superando as projeções de queda. No acumulado anual, o avanço foi de 2,8%, bem acima das expectativas dos analistas. Segundo especialistas, esse resultado compensa o desempenho negativo do final do ano passado e sugere que a atividade econômica pode ganhar tração no primeiro semestre de 2026.
Além dos dados econômicos, as pesquisas eleitorais também influenciaram o humor dos investidores, ao apontarem empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. O cenário político segue como fator de incerteza e volatilidade para os mercados, exigindo atenção redobrada dos agentes econômicos.
Cenário internacional: tensões no Irã e inflação nos EUA adiam corte de juros
No exterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou novos ataques militares ao Irã, elevando o clima de tensão geopolítica e pressionando os preços do petróleo. Paralelamente, o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subiu 0,3% em fevereiro, acumulando alta de 2,4% em 12 meses. O dado afastou as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve para setembro, diante do receio de que a inflação seja impulsionada pelo conflito no Oriente Médio.
Os principais índices de Wall Street fecharam sem direção única, refletindo a cautela dos investidores. Na Europa, o Stoxx 600 recuou após forte alta no dia anterior, enquanto na Ásia o Nikkei avançou e o Hang Seng teve leve queda, ilustrando a diversidade de reações nos mercados globais.
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