Mercado reage a cenário eleitoral e dados econômicos, com Petrobras e Magazine Luiza liderando ganhos
O Ibovespa encerrou a semana com um alívio bem-vindo, após três sessões consecutivas de queda
Nesta sexta-feira, o principal índice da bolsa brasileira avançou 0,54%, fechando aos 205.430,33 pontos, em um movimento que trouxe fôlego ao mercado, mas não foi suficiente para reverter o saldo negativo da semana. O desempenho reflete a volatilidade típica de períodos eleitorais e de agenda econômica intensa, com investidores atentos a cada novo dado e pesquisa divulgados.
Oscilações e contexto de mercado
A semana foi marcada por um feriado que reduziu o número de pregões, mas não diminuiu a intensidade das oscilações. O Ibovespa (IBOV) variou entre 204.164,17 e 206.305,26 pontos, com volume financeiro expressivo de R$ 43,5 bilhões. Apesar da alta pontual, o índice acumulou queda de 1,74% na semana, resultado das baixas registradas nos dias anteriores. Ainda assim, outubro segue positivo, com valorização de 10,24%, e o acumulado de 2026 já soma 27,50% de alta, mostrando resiliência do mercado brasileiro diante das incertezas.
Câmbio e juros: movimentos globais e locais
O real também se fortaleceu nesta sexta-feira, com o dólar comercial recuando 0,28% para R$ 5,073, interrompendo uma sequência de três altas. O movimento acompanhou a desvalorização global do dólar, refletida na queda do índice DXY. No entanto, na semana, a moeda americana ainda acumulou valorização de 1,75%. Os juros futuros fecharam de forma mista, em linha com o comportamento dos títulos do Tesouro americano, evidenciando a cautela dos investidores diante do cenário internacional.
Eleições acirram o humor do mercado
As pesquisas eleitorais continuam sendo o principal termômetro para o mercado financeiro. O Datafolha apontou vantagem apertada de Flávio Bolsonaro sobre Lula, enquanto o levantamento PoderData/AYA mostrou empate técnico, com ambos os candidatos registrando 50% dos votos válidos. A pesquisa CNT/MDA também confirmou a disputa acirrada, com diferença inferior a um ponto percentual. Esse cenário de incerteza eleitoral mantém o mercado em compasso de espera, mas não impede projeções otimistas: o Inter revisou para cima sua estimativa para o Ibovespa (IBOV) em 2027, agora em 240 mil pontos.
Avanços políticos e impacto na confiança
No campo político, a promulgação da Emenda Constitucional 141, que extingue a escala de trabalho 6x1, contou com a presença do presidente Lula e gerou debates sobre os impactos da medida. Dados da AP Exata indicam leve melhora na avaliação do governo após a aprovação da PEC, enquanto o monitoramento da Real Time Big Data mostra alta fidelidade dos eleitores aos seus candidatos, sugerindo poucas mudanças até o segundo turno.
Indicadores econômicos: IBC-Br e projeções para o PIB
O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, subiu 0,3% em agosto, alinhado às expectativas do mercado. O crescimento foi puxado por setores ligados à renda das famílias, beneficiados pela estabilidade nos preços de itens essenciais. No entanto, a leitura para o trimestre permanece cautelosa, com projeção de retração de 0,2% no PIB do terceiro trimestre, segundo analistas.
Cenário internacional: petróleo em alta e Wall Street pressionada
No exterior, o petróleo voltou a ganhar destaque, com o Brent superando US$ 109 e o WTI acima de US$ 101, impulsionados por fatores geopolíticos e de oferta. Nos Estados Unidos, a produção industrial surpreendeu positivamente, mas as ações de tecnologia, especialmente do setor de inteligência artificial, pressionaram Wall Street, levando o Nasdaq a uma queda semanal de 4,48%. Na Europa, o setor de tecnologia sustentou altas nas bolsas locais.
Destaques do pregão: Petrobras e varejo lideram ganhos
O desempenho do Ibovespa (IBOV) foi sustentado principalmente pela forte valorização da Petrobras (PETR4), com PETR4 subindo 4,04% e PETR3 avançando 3,53%. O setor de varejo também se destacou, com Magazine Luiza, Assaí e C&A entre as maiores altas. Por outro lado, os grandes bancos recuaram em bloco, limitando o avanço do índice, enquanto a CSN liderou as perdas após revisão negativa de projeções por parte do Goldman Sachs.
Perspectivas para a próxima semana
O início da última semana antes do segundo turno promete ser movimentado, com o debate entre Lula e Flávio na TV Band no domingo. A ausência de indicadores relevantes na segunda-feira deve dar espaço para que o cenário político continue ditando o ritmo do mercado.
Para quem deseja acompanhar de perto o desempenho das principais ações e setores da bolsa, a ferramenta de Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada dos destaques de alta e baixa, facilitando a análise e a tomada de decisão para investidores atentos ao cenário em constante transformação.