Petrobras sobe 1% após superar metas, enquanto Brava Energia anuncia compra estratégica e Vamos recua
Ibovespa fecha em queda, pressionado por Wall Street e minério de ferro
O Ibovespa (IBOV) encerrou a sexta-feira (16) com queda de 0,59%, fechando aos 164.588 pontos, em um movimento que refletiu o tom negativo vindo de Wall Street e a retração dos preços do minério de ferro na China. Apesar do recuo no último pregão, o principal índice da bolsa brasileira conseguiu acumular uma valorização de 0,60% na semana, mostrando resiliência diante de um cenário internacional desafiador.
O desempenho negativo do dia foi impulsionado principalmente pela pressão sobre as ações da Vale e do setor siderúrgico, diretamente impactados pela queda do minério. No câmbio, o dólar à vista teve leve alta de 0,08%, cotado a R$ 5,37, acompanhando o clima de cautela global.
No front doméstico, o destaque ficou para o IBC-Br, indicador considerado uma prévia do PIB calculado pelo Banco Central. O índice avançou 0,70% em novembro, superando com folga a expectativa dos analistas, que projetavam alta de apenas 0,30%. O resultado reforça a percepção de que a economia brasileira segue mais robusta do que o previsto, afastando temores de estagnação no quarto trimestre de 2025.
Além dos dados econômicos, investidores acompanharam de perto a cerimônia no Rio de Janeiro, onde o presidente Lula e Ursula von der Leyen reforçaram o compromisso para a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, prevista para ocorrer no Paraguai.
Entre os destaques corporativos, a Petrobras (PETR4) brilhou mesmo em um dia de queda do índice, subindo 1% após superar suas metas de produção em 2025. O desempenho alimenta expectativas de lucros recordes e dividendos extraordinários, atraindo o olhar de investidores em busca de renda passiva. Por outro lado, a Vamos liderou as perdas, recuando mais de 8% em um movimento de realização de lucros após forte valorização recente.
Outro ponto de atenção foi a Brava Energia, que anunciou a aquisição de 50% dos campos de Tartaruga Verde e Espadarte da Petronas por US$ 450 milhões. Apesar de analistas enxergarem a operação como estratégica, o mercado reagiu com cautela diante do desembolso relevante de capital, pressionando as ações no curto prazo.
No cenário internacional, Wall Street operou sob tensão, com investidores atentos à sucessão no Federal Reserve e às movimentações políticas do presidente Donald Trump. A indefinição sobre quem substituirá Jerome Powell no comando do Fed e as ameaças tarifárias de Trump contra países que não apoiarem seu plano para a Groenlândia adicionaram volatilidade aos mercados globais. O Dow Jones recuou 0,17%, enquanto S&P 500 e Nasdaq tiveram quedas marginais, refletindo o ambiente de incerteza política que limita o apetite por ativos de risco.
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