Índice recua quase 1,5% na semana, influenciado por ações da Petrobras e alta do IPCA-15
Ibovespa recua 0,5% e fecha semana em baixa, mas setembro segue positivo
O Ibovespa (IBOV) , principal índice da bolsa brasileira, registrou queda de 0,5% na tarde desta sexta-feira, atingindo 182,7 mil pontos, segundo dados da B3. O movimento negativo aponta para um recuo semanal de quase 1,5%, caso o cenário se mantenha até o fechamento do pregão. Apesar disso, o mês de setembro segue positivo, com valorização acumulada próxima de 5%.
O desempenho do índice nesta sexta foi fortemente influenciado pelas ações da Petrobras (PETR4) , que recuaram mais de 2% no dia. O papel da estatal refletiu o impacto das negociações diplomáticas entre Irã e Estados Unidos, que pressionaram o preço internacional do petróleo. O barril do Brent chegou a ser negociado abaixo de US$ 105 pela manhã, recuperando parte das perdas, mas ainda operando em baixa de 0,5%.
Além da Petrobras, outras empresas também contribuíram para a queda do Ibovespa. Ultrapar registrou queda de 4,5%, enquanto Vibra recuou 4,2%. Por outro lado, algumas companhias ajudaram a limitar as perdas do índice: Positivo avançou 5,3%, Braskem subiu 3,5% e Vivara teve alta de 2,6%.
O cenário doméstico também foi influenciado pela divulgação do IPCA -15, prévia da inflação oficial, que surpreendeu ao registrar alta de 0,7% em setembro. O índice acumula avanço de 4,47% em 12 meses, acima das expectativas do mercado, o que adiciona cautela aos investidores.
No exterior, as bolsas americanas operaram de forma mista. O Nasdaq subiu 0,2%, enquanto a NYSE ficou estável. No câmbio, tanto o dólar quanto o euro se valorizaram frente ao real, sendo negociados a R$ 5,20 e R$ 5,93, respectivamente.
No campo geopolítico, o presidente do Irã declarou intenção de encerrar o conflito com os Estados Unidos, condicionando a decisão a uma resposta de Washington. O país também apresentou proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias, caso certas condições sejam atendidas, o que pode impactar diretamente o fluxo global de petróleo.
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