Ações da Vale lideram alta, enquanto dividendos antecipados e cenário externo positivo sustentam mercado
O Ibovespa renovou seu recorde histórico nesta quarta-feira, impulsionado pelo forte desempenho das ações da Vale e pelo apetite renovado dos investidores por ativos domésticos.
O principal índice da bolsa brasileira avançou 0,41%, encerrando aos 161.755,18 pontos, após atingir novo pico intradiário próximo dos 162 mil pontos. Esse movimento reflete um cenário externo mais favorável, expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos e um ambiente local aquecido por recompras de ações e distribuição antecipada de dividendos. O dólar à vista acompanhou o otimismo e recuou 0,32%, fechando cotado a R$ 5,31, em meio ao alívio nas tensões fiscais e comerciais entre Brasil e EUA e à perspectiva de flexibilização monetária norte-americana.
Vale lidera ganhos e clima de dividendos impulsiona o mercado
O protagonismo do pregão ficou com a Vale (VALE3) , que subiu mais de 3% e liderou o volume financeiro negociado. O otimismo foi alimentado pelo Vale Day, evento para investidores em Nova York, onde a mineradora atualizou projeções de produção de minério de ferro para os próximos anos, mantendo metas ambiciosas até 2030. A sinalização de disciplina operacional e foco em crescimento reforçou a confiança do mercado, contagiando também outras ações do setor, como Usiminas, que disparou mais de 8%.
O Ibovespa (IBOV) também segue beneficiado pelo movimento antecipado de pagamento de dividendos por diversas empresas, em resposta às mudanças tributárias previstas para 2026. Esse fluxo estratégico de dividendos, aliado ao volume recorde de recompras de ações, tem sustentado o patamar elevado da bolsa e ampliado o retorno aos acionistas.
Cenário político-comercial influencia o humor do mercado
No campo político, as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos ganharam destaque. O presidente Lula manifestou expectativa de novas revogações de tarifas impostas por Donald Trump, após avanços recentes. A possível eliminação de taxas sobre produtos brasileiros é vista como crucial para aliviar pressões sobre exportações e fortalecer a competitividade do agronegócio nacional.
GPA pressiona a ponta negativa
Na contramão do otimismo, as ações do GPA (PCAR3) recuaram cerca de 3%, impactadas por notícias de investigação envolvendo seu principal acionista, o Grupo Coelho Diniz, por supostas fraudes em ICMS e lavagem de dinheiro. Apesar da negativa do grupo quanto ao envolvimento dos investimentos no GPA, a repercussão pesou sobre os papéis.
Mercados globais atentos ao Fed
No exterior, os principais índices dos Estados Unidos fecharam em alta, com destaque para o Dow Jones. O foco dos investidores segue na próxima reunião do Federal Reserve, diante da forte probabilidade de corte de juros, reforçada por dados do mercado de trabalho que indicam desaceleração econômica. O cenário global de flexibilização monetária contribui para o ambiente positivo observado nos mercados emergentes.
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