Índice fecha em alta de 2,03% com destaque para bancos, Petrobras, Vale e setor de papel e celulose
Ibovespa atinge novo recorde histórico e ultrapassa 190 mil pontos
O Ibovespa (IBOV) atingiu um novo patamar histórico nesta sessão, ultrapassando pela primeira vez a marca simbólica dos 190 mil pontos. O principal índice da bolsa brasileira encerrou o dia com uma expressiva alta de 2,03%, fechando aos 189.699 pontos – o maior fechamento já registrado. Durante o pregão, o Ibovespa chegou a alcançar 190.561,18 pontos na máxima intradiária, consolidando o 11º recorde histórico apenas em 2026, em um universo de 29 pregões realizados até aqui. O avanço representa um ganho de 3.769,79 pontos em um único dia, evidenciando a força do fluxo comprador no mercado.
O real também acompanhou o otimismo dos investidores. O dólar comercial recuou 0,18%, encerrando cotado a R$ 5,18, refletindo o bom humor dos mercados globais. No mercado de juros, os DIs fecharam de forma mista, com ajustes pontuais após a divulgação de dados econômicos relevantes.
O cenário internacional foi fortemente influenciado pelo relatório de emprego dos Estados Unidos. O payroll de janeiro superou as expectativas, mostrando que o mercado de trabalho americano segue resiliente. Esse dado reforçou a percepção de que a economia dos EUA mantém ritmo sólido, reduzindo temores de uma desaceleração abrupta. Apesar de um mercado de trabalho aquecido poder adiar cortes de juros pelo Federal Reserve, investidores interpretaram o resultado como sinal de estabilidade macroeconômica.
No Brasil, o índice de inflação ao produtor subiu em dezembro após dez meses consecutivos de queda, mas o ano de 2025 terminou com deflação acumulada de 4,53%, mantendo um pano de fundo benigno para a economia doméstica.
No campo político, uma nova pesquisa eleitoral mostrou redução da distância entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno em 2026. Embora Lula ainda lidere, o mercado monitora de perto qualquer mudança nas tendências das intenções de voto. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que será necessário avaliar se a recente tendência de desvalorização do dólar terá continuidade, diante de um ambiente global ainda volátil.
O rali do Ibovespa foi impulsionado principalmente pelos grandes bancos e pelo setor de commodities. Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil registraram altas significativas, embalados pela temporada de resultados do quarto trimestre de 2025. O setor de papel e celulose também se destacou, com Suzano disparando mais de 13% e Klabin avançando 6%, impulsionadas por balanços positivos. Entre as blue chips, Petrobras (PETR4) subiu quase 2%, apoiada pela valorização do petróleo no mercado internacional e por dados operacionais recentes, enquanto Vale (VALE3) avançou 3,49% diante de avaliações mais otimistas para 2026. A TIM também surpreendeu, com alta de 7,85% após superar as estimativas do mercado em seu resultado trimestral.
O Ibovespa levou apenas 13 sessões para sair da faixa dos 180 mil e romper os 190 mil pontos, um movimento acelerado sustentado por fluxo estrangeiro, temporada de balanços e melhora na percepção de risco. Com a divulgação de dados de serviços no Brasil prevista para os próximos dias, que podem reforçar expectativas de corte de juros, o mercado já começa a especular: será que o índice pode alcançar os 200 mil pontos ainda neste início de ano? Se o ritmo atual se mantiver, o recorde recém-batido pode ser apenas mais um degrau em um rali que, por ora, não dá sinais de esgotamento.
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