Índice supera 164 mil pontos e reflete otimismo com cortes da Selic e cenário internacional favorável
O Ibovespa (IBOV) encerrou esta quinta-feira (4) com mais um recorde histórico, consolidando sua terceira sessão consecutiva de alta e fechando em 164.468,14 pontos, uma valorização de 1,68%. O índice superou, pela primeira vez, a marca dos 164 mil pontos durante o pregão, atingindo também o maior patamar intradiário já registrado. Esse desempenho robusto reflete o otimismo dos investidores diante do ciclo de cortes da Selic (SELIC), a melhora do cenário internacional e as expectativas positivas em relação às grandes empresas listadas na B3. No acumulado de 2024, o Ibovespa (IBOV) já apresenta um avanço superior a 36%, evidenciando a força do mercado acionário brasileiro neste ano.
No câmbio, o dólar à vista recuou levemente e fechou cotado a R$ 5,3104, uma queda de 0,05%. O movimento acompanha o fluxo positivo para mercados emergentes e a cautela dos investidores em relação à política monetária dos Estados Unidos, especialmente diante das incertezas sobre os próximos passos do Federal Reserve.
PIB e Política Monetária em Foco
O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, divulgado pelo IBGE, esteve no centro das atenções. A economia brasileira cresceu apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior, abaixo da expectativa do mercado, que projetava 0,2%. Este foi o desempenho mais fraco desde a retração registrada no final de 2024, reforçando o cenário de desaceleração gradual da atividade econômica. Para analistas do setor financeiro, como o Itaú BBA, esse resultado aumenta a probabilidade de um início antecipado no ciclo de cortes da Selic (SELIC), embora março ainda seja apontado como o mês mais provável para a primeira redução da taxa básica de juros.
Aprovação da LDO e Impactos Políticos
No âmbito político, o Congresso Nacional aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, mantendo a meta de superávit primário de 0,25% do PIB e ampliando o espaço para emendas parlamentares em ano eleitoral. O texto também prevê uma exceção de R$ 10 bilhões ao teto de gastos das estatais, o que pode viabilizar um aporte do Tesouro nos Correios, caso seja aprovado um plano de reestruturação para a companhia. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que qualquer injeção de recursos seguirá as regras do novo arcabouço fiscal.
Destaques Corporativos no Ibovespa
Entre as ações que mais se destacaram, Totvs (TOTS3) liderou os ganhos com alta de 7%, impulsionada por fluxo comprador e movimento de correção positiva após períodos de estabilidade. A Vale (VALE3) manteve o protagonismo pelo quinto pregão consecutivo, subindo mais de 3% e consolidando-se como o papel mais negociado do dia, apoiada por projeções otimistas de produção para os próximos anos. Já a Petrobras (PETR4) avançou quase 1%, acompanhando a valorização do petróleo Brent e sendo beneficiada por relatório do BTG Pactual, que apontou potencial de valorização diante da compressão do risco-Brasil e do aumento da produção no pré-sal.
Na ponta negativa, Braskem (BRKM5) recuou mais de 2% após negar rumores sobre venda de participação. A empresa esclareceu que não há negociações em andamento e solicitou explicações aos acionistas controladores. A Novonor, maior acionista, confirmou conversas com a IG4 Solutions, mas sem qualquer acordo vinculante até o momento.
Mercados Globais e Expectativas para o Fed
No cenário internacional, os mercados operaram em compasso de espera pela decisão de juros do Federal Reserve, prevista para a próxima semana. A ferramenta FedWatch, do CME Group, aponta 87% de chance de corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros americana, enquanto a expectativa de manutenção subiu para 13%. Entre os principais índices globais, o Dow Jones recuou 0,07%, o S&P 500 avançou 0,11% e o Nasdaq subiu 0,22%. Na Europa, o Stoxx 600 fechou em alta de 0,45%, impulsionado pelos setores industrial e automobilístico. Na Ásia, o Nikkei saltou 2,33% e o Hang Seng avançou 0,68%.
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