Venda da Copasa pode movimentar R$ 10 bilhões e atrair Sabesp, Aegea e Iguá Saneamento
O governo de Minas Gerais acelera o processo de privatização da Copasa (CSMG3), mirando concluir a venda até abril de 2026, prazo que coincide com a saída do governador Romeu Zema para disputar a Presidência da República. O movimento, que pode movimentar ao menos R$ 10 bilhões, já desperta forte interesse de grandes players do setor de saneamento, incluindo a Sabesp (SBSP3), recém-privatizada em São Paulo, além de gigantes como Aegea e Iguá Saneamento.
Contexto e Estratégia do Governo
Atualmente, o Estado de Minas Gerais detém 50,03% das ações da Copasa, garantindo o controle da companhia. Com valor de mercado próximo a R$ 16 bilhões, a expectativa é que o leilão atraia entre três e cinco grandes concorrentes, elevando o prêmio de controle e potencializando o valor arrecadado. Zema destaca que a privatização é uma das principais bandeiras de sua gestão, defendendo que a entrada de capital privado pode aumentar a eficiência dos serviços públicos e impulsionar investimentos no setor.
Tramitação Legislativa e Resistências
O projeto de desestatização já foi aprovado em primeira votação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), e a expectativa do governo é que a segunda e decisiva votação ocorra ainda em 2025. Apesar do otimismo do Executivo, a proposta enfrenta resistência de parte da oposição, que questiona os impactos sociais e a viabilidade do modelo. Ainda assim, o governo mantém o cronograma e aposta em um leilão competitivo até o primeiro semestre de 2026.
Sabesp e Outras Gigantes no Radar
A Sabesp surge como uma das favoritas para disputar a Copasa, aproveitando sua nova estrutura após a privatização paulista para expandir sua atuação nacionalmente. O presidente da Sabesp, Carlos Piani, já declarou publicamente o interesse no ativo mineiro, reforçando o apetite do setor privado. Além dela, Aegea e Iguá Saneamento também são apontadas como potenciais compradoras, o que deve acirrar a disputa e valorizar ainda mais o processo.
Cemig Fora dos Planos Imediatos
Enquanto a Copasa concentra todos os esforços do governo mineiro, a privatização da Cemig (CMIG4) foi descartada para este mandato. Zema reconhece que não há tempo hábil para avançar com a venda da estatal de energia até 2026, mas espera que a agenda seja retomada por seu sucessor.
Reação do Mercado e Perspectivas
A sinalização clara do governo mineiro animou o mercado financeiro. As ações da Copasa (CSMG3) encerraram o dia em alta de 4%, cotadas a R$ 43,42, acumulando valorização superior a 120% em 2025, impulsionadas pelas expectativas de privatização e pelo cenário de concorrência acirrada entre grandes operadores do setor.
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