Itaú, Santander e Citibank pagam dívidas fiscais com descontos e fortalecem caixa público
O governo federal acaba de dar um passo estratégico para fortalecer o caixa e reduzir a insegurança jurídica no setor financeiro. Em uma ofensiva coordenada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), foram fechados acordos com gigantes como Itaú Unibanco, Santander Brasil e Citibank, resultando em um pagamento expressivo de cerca de R$ 2,4 bilhões em tributos nas últimas semanas. O movimento faz parte de um programa inovador que busca resolver disputas tributárias históricas entre grandes empresas e a União, trazendo impacto imediato para o resultado fiscal do país.
Descontos para acelerar a arrecadação e destravar litígios
Para viabilizar esses acordos, o governo concedeu descontos médios de 21% sobre multas, juros e encargos legais, com abatimentos que variaram de 10% a 30% conforme o caso. A lógica por trás dessa estratégia é clara: priorizar a eficiência fiscal, reduzir custos com litígios prolongados e eliminar incertezas que travam tanto o setor público quanto o privado. Segundo a coordenadora-geral de negociação da PGFN, Mariana Lellis, o valor arrecadado pode crescer ainda mais, já que cerca de 70 pedidos de transação seguem em análise.
Programa de Transação Integral: protagonismo e novas perspectivas
Os acordos foram firmados dentro do Programa de Transação Integral (PTI), que permite negociações individualizadas para disputas tributárias complexas. Embora o prazo para submissão de propostas tenha se encerrado em dezembro, há um estoque robusto de pedidos em avaliação, especialmente de instituições financeiras. O governo aposta nesse modelo para ampliar a arrecadação sem recorrer a novos processos judiciais ou aumento de impostos, sinalizando uma mudança de postura na relação com grandes contribuintes.
Detalhes dos acordos: bancos e valores envolvidos
O Santander Brasil, por exemplo, resolveu disputas relacionadas à extinta CPMF, desembolsando cerca de R$ 1 bilhão após os descontos. O Citibank seguiu caminho semelhante, pagando aproximadamente R$ 400 milhões. Já o Itaú Unibanco protagonizou acordos mais amplos, envolvendo discussões sobre PIS, Cofins, Imposto de Renda e CSLL, totalizando também cerca de R$ 1 bilhão. O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) também aderiu ao programa, quitando R$ 140 milhões em uma disputa sobre PIS e Cofins.
Pagamentos à vista e sinalização ao mercado
Todos os valores foram pagos à vista entre o fim de dezembro e o início deste ano, reforçando o caixa do governo em um momento crucial para as contas públicas. O movimento evidencia uma postura mais pragmática tanto do setor público quanto das instituições financeiras, que buscam resolver passivos tributários de forma transparente e em conformidade com a legislação vigente. O Itaú destacou seu compromisso com o diálogo e a legalidade, enquanto os demais bancos optaram por não comentar.
Tendência de novos acordos e impacto no mercado
A estratégia do governo de antecipar receitas e reduzir o estoque de litígios tributários tende a beneficiar não apenas o Tesouro, mas também o ambiente de negócios, ao diminuir incertezas e melhorar a previsibilidade dos resultados financeiros dos bancos. Com dezenas de pedidos ainda em análise, o mercado acompanha atento a possibilidade de novos acordos relevantes nos próximos meses, o que pode ampliar ainda mais o impacto fiscal e consolidar o Programa de Transação Integral como ferramenta central na gestão de passivos tributários.
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