Fraude afeta lojas virtuais usando Magento, desviando dinheiro sem que consumidores percebam
Um novo golpe digital envolvendo o Pix está preocupando consumidores e lojistas no Brasil, ao explorar vulnerabilidades em lojas virtuais de pequeno e médio porte.
Segundo a empresa de cibersegurança Kaspersky, criminosos têm utilizado um programa malicioso para alterar o QR Code exibido na página de pagamento, desviando o dinheiro das compras para contas controladas por fraudadores.
Contexto e alcance do golpe
A ameaça foi identificada recentemente pelo pesquisador independente “eremit4” e já afeta pelo menos 90 e-commerces nacionais, abrangendo setores como óticas, autopeças, moda e plataformas de vaquinhas virtuais. O ataque, ativo desde junho de 2025, explora uma brecha em lojas que utilizam o Magento, uma popular plataforma de comércio eletrônico de código aberto. Os criminosos operam por meio de seis domínios de comando e controle, inserindo códigos maliciosos diretamente nas páginas de checkout.
Como funciona a fraude
O golpe se concretiza no momento em que o consumidor seleciona o Pix como forma de pagamento. O código malicioso substitui o QR Code legítimo por outro fraudulento e também altera os dados da opção “copia e cola”. Para o cliente, a experiência de compra parece normal, mas o pagamento é desviado sem que o lojista perceba. O pedido, então, aparece como abandonado ou pendente no sistema da loja, pois o valor não é registrado oficialmente.
Impacto para consumidores e lojistas
A gravidade do golpe reside no fato de que a fraude pode passar despercebida tanto pelo consumidor quanto pelo lojista. Muitas vítimas só percebem o problema dias depois, ao questionar a loja sobre a não entrega do pedido. Nesse período, os criminosos já distribuíram os valores entre contas de terceiros, dificultando a recuperação do dinheiro e ampliando o prejuízo.
Recomendações de segurança
Para se proteger, especialistas recomendam que o consumidor confira atentamente o nome e o CNPJ do destinatário antes de confirmar o pagamento via Pix no aplicativo bancário. Os dados devem corresponder à loja ou ao intermediador oficial. Essa verificação simples pode evitar perdas financeiras e frustrações.
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