Petlove se posiciona para adquirir ativos e ampliar presença no mercado brasileiro de produtos para pets
Na reta final da análise da fusão entre Petz (PETZ3) e Cobasi, o mercado de produtos e serviços para animais de estimação no Brasil se prepara para um desfecho que pode redefinir o cenário competitivo do setor. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) marcou para quarta-feira (10) o julgamento da operação, e a expectativa é de que a aprovação venha acompanhada de remédios antitruste, ou seja, restrições que visam evitar concentração excessiva de mercado em determinadas regiões.
Petlove se posiciona como peça-chave
Em um movimento estratégico, a Petlove, terceira maior rede do segmento no país, protocolou uma manifestação formal ao Cade, colocando-se como candidata à aquisição de ativos que eventualmente precisem ser desinvestidos para viabilizar a fusão. Até então, a Petlove vinha se posicionando contra a operação, mas agora adota um tom pragmático, sinalizando disposição para atuar como parte da solução caso o órgão regulador imponha a venda de lojas, centros de distribuição ou outros ativos.
A empresa argumenta que, devido ao seu porte, estrutura nacional e forte presença digital, é a candidata mais qualificada para absorver os ativos desinvestidos. Destaca ainda que seu faturamento supera em quase cinco vezes o de concorrentes como Petcamp, Petland e American Pet, o que a posiciona de forma robusta para mitigar riscos concorrenciais e garantir uma transição eficiente e sustentável.
Impacto e análise do mercado
A possível aprovação da fusão entre Petz e Cobasi, mesmo com restrições, representa um marco para o setor pet brasileiro, que vem crescendo de forma acelerada nos últimos anos. A concentração de mercado preocupa órgãos reguladores, mas também abre espaço para movimentos estratégicos de players como a Petlove, que busca consolidar sua posição e ampliar sua participação nacional.
O Cade, por sua vez, já havia sinalizado, por meio de sua Superintendência-Geral, aprovação sem restrições à fusão. No entanto, um recurso apresentado em junho levou o caso ao tribunal administrativo, que pode impor condições mais rigorosas, como a alienação de pontos de venda ou operações logísticas em regiões de alta concentração.
Próximos passos e critérios do Cade
Caso o tribunal do Cade opte pela imposição de remédios, os compradores dos ativos desinvestidos precisarão comprovar independência, capacidade financeira, viabilidade operacional e ausência de vínculos com as partes envolvidas. A Petlove, ao se apresentar como candidata, reforça sua estratégia de crescimento e sua capacidade de absorver operações relevantes sem comprometer a concorrência.
A decisão do Cade será determinante para o futuro do setor, podendo abrir novas oportunidades para empresas que estejam preparadas para crescer de forma sustentável e competitiva.
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