Renda fixa lidera captação com R$ 57,4 bi; multimercados e ETFs também ganham destaque
O cenário dos fundos de investimento no Brasil segue aquecido, mesmo diante de um ambiente de juros elevados. Em janeiro de 2026, a indústria de fundos movimentou impressionantes R$ 75,3 bilhões em captação líquida, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O destaque ficou para os fundos de renda fixa, que sozinhos atraíram R$ 57,4 bilhões, registrando o melhor desempenho dos últimos 18 meses.
Preferência por segurança e liquidez
Apesar da taxa Selic (SELIC) ainda operar em patamares elevados, com 15% ao ano, a expectativa de queda nos juros começa a influenciar o comportamento dos investidores. A maior parte dos recursos direcionados aos fundos de renda fixa foi alocada em produtos de curta duração e grau de investimento, especialmente aqueles com pelo menos 80% da carteira em títulos públicos federais de curto prazo, como o Tesouro Direto. Essa preferência reflete a busca por segurança e liquidez em meio à transição do ciclo de juros.
Rentabilidade acima da Selic
No entanto, para quem busca retornos superiores, os fundos de renda fixa com duração livre e crédito livre despontaram como alternativa. Esses fundos, que mantêm mais de 20% da carteira em títulos de médio e alto risco de crédito, entregaram uma rentabilidade média de 1,78% ao mês, superando com folga o rendimento anualizado da Selic (SELIC) . O resultado evidencia o potencial de ganhos para investidores dispostos a assumir um pouco mais de risco em busca de retornos diferenciados.
Multimercados ganham força com diversificação
Outro movimento relevante foi a expressiva recuperação dos fundos multimercados, que captaram R$ 17,3 bilhões no mês — o melhor resultado desde junho de 2021. Com a perspectiva de queda dos juros, cresce o interesse por estratégias mais flexíveis, capazes de explorar oportunidades tanto em renda fixa quanto em renda variável. Fundos multimercados com estratégia long and short direcional, que operam posições compradas e vendidas em ativos e derivativos, lideraram os ganhos do segmento, com rentabilidade de 2,30% ao mês.
ETFs avançam, fundos de ações recuam
Os ETFs, fundos de índice negociados em bolsa, também apresentaram desempenho positivo, com captação líquida de R$ 3,4 bilhões. Em contrapartida, os fundos de ações registraram saída líquida de R$ 2,4 bilhões, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas do mercado acionário.
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