Investidores globais aumentam aporte no Brasil com expectativa de corte de juros e cenário eleitoral
O início de 2026 marca um momento decisivo para os mercados emergentes, com fluxos para ações já atingindo US$ 14,6 bilhões, segundo dados recentes.
O Brasil, em especial, desponta como protagonista desse movimento, atraindo a atenção de investidores globais em busca de oportunidades diante da realocação de recursos para economias em desenvolvimento.
Contexto global favorece o Brasil
O cenário internacional tem sido favorável para a Bolsa brasileira, que recentemente renovou seu recorde ao ultrapassar os 170 mil pontos, impulsionada pela forte entrada de capital estrangeiro. Analistas do JPMorgan destacam que esse fluxo não é um evento isolado, mas parte de uma tendência estrutural que deve se intensificar ao longo de 2026. O interesse crescente por mercados emergentes reflete a busca por retornos mais atrativos em um ambiente de liquidez global ampliada e expectativa de um dólar mais fraco.
Fundos e ETFs lideram a retomada
Os fundos de ações voltam a ganhar protagonismo, com os ETFs liderando as entradas de recursos. O JPMorgan observa sinais de retomada do interesse por fundos ativos, impulsionados pelo desempenho superior dos emergentes e pela perspectiva de condições financeiras mais favoráveis. Esse movimento sugere que investidores institucionais estão reavaliando suas estratégias, buscando capturar o potencial de valorização desses mercados.
Baixa alocação global indica espaço para crescimento
Apesar do otimismo, a alocação global em mercados emergentes ainda é modesta: apenas 5,3% dos ativos globais em ações estão direcionados a essa classe, mesmo com os emergentes representando 10,8% do índice MSCI ACWI. Uma convergência para médias históricas pode desencadear fluxos expressivos ao longo dos próximos anos, beneficiando especialmente países como o Brasil, que apresentam valuations atrativos e gatilhos domésticos claros.
Corte de juros no radar
No âmbito doméstico, o JPMorgan projeta um ciclo de corte de juros de aproximadamente 350 pontos-base em 2026. Historicamente, o mercado tem subestimado a intensidade dos ciclos de afrouxamento promovidos pelo Banco Central, o que pode surpreender positivamente setores sensíveis ao custo de capital. A expectativa de queda da Selic (SELIC) tende a impulsionar ainda mais o mercado acionário, criando um ambiente propício para valorização dos ativos.
Eleições: volatilidade e oportunidades
O cenário eleitoral brasileiro adiciona uma camada de volatilidade, mas também de oportunidades. A disputa tende a ser acirrada, com pesquisas frequentes e possibilidade de alternância de poder. Para o investidor estrangeiro, a continuidade do atual governo não é vista como negativa, mas uma eventual mudança para um perfil mais pró-mercado pode destravar valor adicional para as ações brasileiras.
Valuations atrativos e baixa participação local
Apesar do Brasil já ser destaque entre os emergentes, a participação das ações brasileiras nos portfólios locais permanece baixa. Os valuations seguem atrativos, reforçando a assimetria favorável em um cenário de melhora dos fluxos, queda de juros e condições financeiras mais benignas.
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