R$ 40,6 bilhões serão pagos a 800 mil pessoas físicas após instabilidades no app do FGC
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou neste sábado (17) o pagamento aos credores do Banco Master, marcando um dos maiores resgates da história do sistema financeiro brasileiro. O processo, no entanto, foi marcado por instabilidades no aplicativo do FGC, reflexo da grande demanda de investidores e correntistas em busca do reembolso.
Alta demanda e instabilidade tecnológica Desde as primeiras horas do dia, milhares de pessoas físicas tentaram acessar o aplicativo do FGC para solicitar o reembolso referente aos investimentos no Banco Master. O volume de acessos simultâneos superou as expectativas, resultando em dificuldades para cadastro, envio de documentos e até mesmo no carregamento das telas do sistema. Nas redes sociais, as reclamações se multiplicaram, evidenciando a ansiedade dos investidores diante da longa espera pelo ressarcimento.
Em comunicado oficial, o FGC atribuiu as falhas ao alto volume de acessos e garantiu que equipes técnicas estão atuando para restabelecer a normalidade. A instituição destacou que a infraestrutura tecnológica do aplicativo é autoescalável, o que deve permitir a estabilização do serviço nas próximas horas.
Quem tem direito ao reembolso e como proceder
O pagamento do FGC é destinado exclusivamente às pessoas físicas que possuem valores a recuperar junto ao Banco Master. Para esses investidores, o pedido deve ser feito diretamente pelo aplicativo do FGC. Já pessoas jurídicas devem utilizar o site oficial do fundo para iniciar o processo de reembolso.
Segundo dados do próprio FGC, cerca de 800 mil pessoas têm direito ao reembolso, número que representa metade da estimativa inicial. O montante total a ser pago chega a R$ 40,6 bilhões, consolidando-se como o maior resgate já realizado pelo fundo. Apenas nas primeiras horas de abertura do sistema, mais de 140 mil acessos foram registrados, demonstrando o impacto e a urgência do caso.
Contexto: liquidação e prejuízos
A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro, interrompeu o rendimento dos CDBs e deixou milhares de investidores à espera de uma solução. O atraso de dois meses para o início dos pagamentos foi o maior registrado pelo FGC nos últimos 13 anos, agravando a frustração dos credores. O fundo justificou a demora pelo volume financeiro envolvido e pela necessidade de revisar processos e controles internos do banco, que está sob investigação por fraudes financeiras.
Perspectivas e próximos passos
O FGC assegura que, uma vez concluído o pedido de reembolso, o pagamento será realizado em até dois dias úteis diretamente na conta do credor. A expectativa é de que, com a normalização do aplicativo, o fluxo de solicitações seja agilizado e os investidores possam, enfim, recuperar seus recursos.
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