Boletim Focus do Banco Central aponta inflação em 4,10% e Selic em 12,13% para 2026, com cautela do Copom
O cenário econômico brasileiro segue em constante transformação, e as expectativas do mercado financeiro para inflação e taxa Selic (SELIC) em 2026 voltaram a ser ajustadas para baixo, conforme revela o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (15). O relatório, referência para investidores e analistas, mostra que a projeção de inflação para o próximo ano caiu de 4,16% para 4,10%, enquanto a estimativa para a taxa básica de juros recuou para 12,13% ao final de 2026.
Contexto e dinâmica das projeções
A trajetória das expectativas para a Selic (SELIC) tem sido marcada por oscilações. Analistas chegaram a prever que a taxa cairia dos atuais 15,00% para 12,00% em 2026, mas revisaram esse número para 12,25% na semana passada e, agora, voltaram a reduzi-lo. Esse movimento reflete as incertezas do ambiente macroeconômico: apesar da desaceleração da inflação, as expectativas seguem acima da meta de 3% ao ano, enquanto o mercado de trabalho permanece aquecido. Esse quadro tem levado o Comitê de Política Monetária (Copom) a adotar uma postura cautelosa.
Decisão do Copom e impacto nas expectativas
Na última reunião, realizada na quarta-feira (10), o Copom optou por manter a Selic (SELIC) em 15% ao ano e não sinalizou cortes iminentes, contrariando parte do mercado que esperava início do ciclo de redução já em janeiro de 2026. Agora, a maioria dos analistas acredita que o afrouxamento monetário só deve começar em março do próximo ano, reforçando o tom de prudência do Banco Central diante das pressões inflacionárias e do cenário global incerto.
Revisões para inflação, PIB e câmbio
Além dos ajustes para 2026, o Focus também trouxe revisões para outros indicadores. A expectativa de inflação para 2025 recuou de 4,40% para 4,36%, enquanto a projeção de crescimento do PIB para 2027 caiu levemente de 1,84% para 1,83%. As demais projeções, como IPCA, Selic (SELIC), PIB e dólar para os anos seguintes, permaneceram estáveis, indicando uma visão de estabilidade relativa para o médio prazo.
Análise e perspectivas
O movimento de revisão das expectativas reflete a sensibilidade do mercado às decisões do Banco Central e à evolução dos dados econômicos. A manutenção da Selic (SELIC) em patamar elevado, mesmo diante de uma inflação em desaceleração, evidencia a preocupação com o controle das expectativas e a necessidade de ancorar a inflação na meta. Para investidores, acompanhar essas projeções é fundamental para ajustar estratégias e identificar oportunidades em um ambiente de juros ainda elevados.
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