Medida beneficia 249 itens como carne, café e açaí, ampliando competitividade no mercado americano
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (21) a remoção da tarifa de 40% que incidia sobre uma ampla gama de produtos brasileiros, marcando um novo capítulo nas relações comerciais entre os dois países.
A medida, comunicada oficialmente pela Casa Branca, beneficia 249 itens, incluindo carne bovina, café, açaí e cacau, que agora passam a integrar a lista de exceções ao tarifaço imposto anteriormente ao Brasil.
Contexto e alcance da decisão
A decisão tem efeito retroativo para importações que chegaram aos EUA a partir de 13 de novembro, ampliando o impacto imediato para exportadores brasileiros. Na semana anterior, o governo norte-americano já havia sinalizado uma abertura ao reduzir tarifas sobre cerca de 200 produtos alimentícios, entre eles café, carne, açaí e manga, demonstrando uma tendência de flexibilização nas barreiras comerciais.
Motivações e análise do cenário
Segundo o decreto assinado pelo então presidente Donald Trump, a medida foi tomada após análise detalhada das recomendações de sua equipe e do progresso nas negociações bilaterais com o governo brasileiro. O texto do decreto destaca a necessidade de ajustar o escopo dos produtos sujeitos à alíquota adicional de imposto ad valorem, refletindo uma estratégia de aproximação e incentivo ao comércio bilateral.
Produtos beneficiados e impacto para o agronegócio
Entre os principais produtos brasileiros agora isentos da tarifa adicional de 40% estão frutas e vegetais congelados, café verde e torrado, chá verde, carnes bovinas frescas, congeladas e resfriadas, além de especiarias como pimenta, cúrcuma, gengibre e noz-moscada. Óleos essenciais, tomate, coco, açaí, suco cítrico e castanha-do-pará também figuram na lista, ampliando as oportunidades para o agronegócio nacional.
Projeções para exportadores e investidores
A retirada das tarifas representa um alívio significativo para exportadores brasileiros, que ganham maior competitividade no mercado norte-americano. Para investidores atentos ao setor de commodities e agronegócio, a medida pode impulsionar receitas e margens de empresas listadas na bolsa, além de fortalecer a balança comercial do Brasil.
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