Novo ETF oferece exposição internacional e dividendos em dólares para investidores brasileiros
O mercado brasileiro de investimentos ganha um novo protagonista a partir desta sexta-feira (13): o ETF de Infraestrutura de Energia, identificado pelo ticker PIPE11, estreia na B3 trazendo uma proposta inovadora para investidores que buscam diversificação e exposição internacional.
A novidade, anunciada pela gestora Buena Vista Capital, promete transformar a forma como brasileiros acessam ativos do setor energético global, especialmente por meio do pagamento de dividendos em dólares – um diferencial que chama a atenção em tempos de busca por proteção cambial e renda passiva.
PIPE11: Um ETF com DNA internacional e foco em dividendos
O PIPE11 está atrelado ao índice DEX VettaFi Neos MLP, listado nos Estados Unidos, e reúne empresas de peso no segmento de infraestrutura de energia, como Williams Companies, TC Energy, Oneok e Kinder Morgan. O grande atrativo desse ETF é a previsibilidade: boa parte das companhias que compõem o índice opera com contratos de longo prazo junto a governos, o que confere estabilidade e potencial de geração de renda recorrente para o investidor brasileiro.
Segundo Renato Nobile, gestor e analista da Buena Vista Capital, o PIPE11 representa uma porta de entrada para um segmento que historicamente distribui renda e tem papel estrutural na economia americana, sem exigir que o investidor faça remessas internacionais ou abra conta no exterior. A negociação ocorre diretamente na B3, com toda a praticidade do home banking nacional.
Custos, tributação e estrutura do PIPE11
O ETF chega ao mercado com taxa de administração de 0,83% ao ano e incidência de 15% sobre os dividendos pagos, além de tributação de 15% sobre ganhos de capital, conforme as regras da Receita Federal. A estrutura do PIPE11 foi desenhada para capturar o máximo potencial de valorização de uma carteira teórica composta por ETFs estrangeiros, com foco em empresas constituídas como Limited Partnership e especializadas em infraestrutura energética. O investidor pode negociar o ativo como uma ação comum, recebendo dividendos diretamente em sua conta.
Expansão do mercado de ETFs e o papel da Dex
O lançamento do PIPE11 ocorre em um momento de efervescência para o setor de fundos de índice no Brasil. Recentemente, foi criada a Dex – The Brazilian ETF Ecosystem, uma empresa dedicada a impulsionar o desenvolvimento e a diversificação desse mercado no país. Com um investimento inicial de R$ 10 milhões, a Dex nasce para estruturar novas opções de ETFs e fomentar o crescimento do segmento, que ainda é incipiente no Brasil em comparação ao cenário internacional.
De acordo com dados da B3, existem atualmente apenas 37 ETFs de renda variável listados na bolsa brasileira, número modesto diante do potencial de expansão. Para Renato Nobile, sócio da Dex e da Buena Vista Capital, a questão não é se o mercado de ETFs vai crescer no Brasil, mas quando isso acontecerá. Ele destaca que o ETF é um instrumento transparente, eficiente em custos, negociado em bolsa e com liquidez diária – características que já consolidaram o produto nos Estados Unidos e que tendem a ganhar força por aqui.
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