Tensão geopolítica eleva preço do ouro e impacta ações e ETFs de metais preciosos globalmente
A disputa geopolítica envolvendo os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, e a União Europeia pela Groenlândia trouxe impactos imediatos ao mercado financeiro global, impulsionando a cotação do ouro a patamares históricos.
Nesta quarta-feira (21), o preço do ouro ultrapassou, pela primeira vez, a marca de US$ 4.800 por onça-troy, refletindo o aumento da busca por ativos considerados porto seguro em meio à crescente incerteza internacional.
O movimento foi observado tanto entre investidores individuais quanto entre bancos centrais, que tradicionalmente recorrem ao metal precioso em momentos de tensão geopolítica. Os contratos futuros de ouro com vencimento em fevereiro, negociados na Bolsa de Derivativos e Commodities de Nova York (Nymex), registraram valorização de 1,50%, atingindo US$ 4.837,50 por onça-troy. Em contrapartida, os contratos futuros de prata com vencimento em março recuaram 2,11%, sendo negociados a US$ 92,63 por onça-troy.
O pano de fundo para essa volatilidade é o recente discurso de Donald Trump no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, nos Alpes Suíços. Apesar do tom conciliador ao afirmar que os Estados Unidos não pretendem tomar a Groenlândia à força, Trump manteve o interesse em adquirir o território por meio de negociação financeira. Essa postura provocou reações imediatas na União Europeia, que passou a considerar medidas comerciais mais agressivas contra empresas americanas, elevando ainda mais o clima de incerteza nos mercados.
A instabilidade também se refletiu no desempenho de ativos ligados ao ouro e à prata. Enquanto o ouro e a prata apresentaram ganhos expressivos na véspera, muitos investidores aproveitaram o momento para realizar lucros nesta quarta-feira. No Brasil, as ações da mineradora Aura Minerals Aura Minerals (AURA33) acumularam alta de quase 30% apenas em 2026, evidenciando o apetite do mercado por empresas expostas ao setor de metais preciosos.
No cenário internacional, o ETF GDXJ, que investe em mineradoras júnior de ouro com alto potencial de crescimento, registrou queda de 1,79% no pregão, enquanto o ETF SILJ, focado em mineradoras júnior de prata, recuou 2,18%. Apesar das oscilações diárias, ambos os ETFs americanos acumulam ganhos robustos nos últimos 12 meses, com valorizações de 195% e 234%, respectivamente.
O episódio evidencia como tensões políticas e disputas territoriais podem rapidamente se traduzir em volatilidade nos mercados de commodities e em oportunidades para investidores atentos. Para quem deseja acompanhar de perto o desempenho de empresas do setor de metais preciosos, a ferramenta de busca avançada da AUVP Analítica oferece filtros detalhados para análise de ações, ETFs e outros ativos ligados ao ouro e à prata, facilitando a identificação de oportunidades em meio à instabilidade global.