Investidores buscam alternativas de longo prazo com juros reais atrativos e segurança regulatória
O cenário de investimentos em renda fixa no setor elétrico brasileiro ganha novos contornos com a recomendação de analistas para as debêntures incentivadas da Rialma Transmissora de Energia.
Em um mercado tradicionalmente dominado por nomes como Taesa, conhecida tanto pela robusta distribuição de dividendos quanto pela recorrente captação de recursos via debêntures, a Rialma surge como uma alternativa de destaque para investidores atentos a oportunidades de longo prazo.
Contexto e atratividade das debêntures da Rialma
A Rialma Transmissora de Energia conquistou relevância após vencer, em 2023, um leilão de linhas de transmissão elétrica, adquirindo um lote estratégico com desconto de 51% e Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 347,8 milhões. O projeto, com concessão de 30 anos, prevê a construção de uma linha de transmissão de 807 quilômetros entre Bahia e Minas Gerais, consolidando a empresa como protagonista em um segmento de alta previsibilidade de receitas.
O destaque das debêntures incentivadas da Rialma (RALM11) está na taxa indicativa próxima de IPCA+8% ao ano, um patamar que supera com folga alternativas tradicionais como a poupança. Em outubro de 2024, a empresa captou R$ 785 milhões junto a investidores, oferecendo um juro real de 7,89% ao ano, com vencimento apenas em dezembro de 2048. Essa janela de investimento de longuíssimo prazo desperta o interesse de quem busca proteção contra a inflação e rentabilidade acima da média do mercado.
Simulação e comparação de retornos
Uma simulação recente aponta que um aporte inicial de R$ 10 mil nessas debêntures, mantido até o vencimento e considerando inflação média de 4% ao ano, pode se transformar em R$ 130 mil. Em contraste, a poupança, nas mesmas condições, retornaria apenas R$ 28,5 mil, evidenciando o diferencial competitivo dos títulos da Rialma para investidores de perfil conservador e horizonte de longo prazo.
Análise de risco e fundamentos
Os analistas do BTG Pactual, Frederico Khouri e Luís Gonçalves, destacam a previsibilidade da receita, a forte geração de caixa e o sólido arcabouço regulatório do setor como pilares para a recomendação. A RAP, reajustada anualmente pela inflação, garante margens elevadas e estabilidade financeira. Além disso, a relação entre endividamento líquido e lucro operacional da Rialma deve cair de 13,9 vezes em 2026 para 6,1 vezes em 2033, reforçando a nota de crédito 'AAA' atribuída pela Fitch.
Apesar dos atrativos, é fundamental lembrar que debêntures não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que exige análise criteriosa do perfil de risco do investidor.
Perspectivas e oportunidades
O movimento de recomendação das debêntures da Rialma reflete uma tendência de busca por ativos de renda fixa atrelados à infraestrutura, especialmente em setores regulados e com receitas indexadas à inflação. Para quem deseja diversificar e potencializar ganhos no longo prazo, o setor elétrico segue como uma das apostas mais sólidas do mercado brasileiro.
Para aprofundar sua análise e comparar o desempenho de diferentes debêntures e outros ativos de renda fixa, a ferramenta de Comparador de Renda Fixa da AUVP Analítica oferece recursos avançados para simular cenários e tomar decisões mais embasadas.