Fórum reúne líderes e empresas, com foco em geopolítica, comércio e mercado brasileiro
O Fórum Econômico Mundial de Davos, iniciado nesta segunda-feira (19) na Suíça, volta a ser palco de debates intensos em um cenário global marcado por tensões geopolíticas e disputas comerciais. O evento, que tradicionalmente reúne líderes de diversos países e grandes empresas, ocorre em meio a um ambiente internacional raramente visto: além dos conflitos armados em curso, o mundo presencia uma escalada na guerra comercial, impulsionada pelos Estados Unidos.
Neste ano, a presença norte-americana chama atenção. O presidente Donald Trump desembarca em Davos com a maior comitiva já registrada pelo país, evidenciando o peso estratégico atribuído ao encontro. Em contrapartida, a Dinamarca, responsável pelo território da Groenlândia, optou por não enviar representantes, em protesto às recentes declarações de Trump sobre a intenção de comprar ou até invadir a ilha, justificando a medida como proteção contra China e Rússia. O endurecimento do discurso norte-americano nas últimas semanas acendeu o alerta em Copenhague e em outras capitais europeias, levando inclusive ao envio de tropas à Groenlândia.
A ausência do presidente Lula também é notada, embora o Brasil marque presença por meio da ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Ester Decker. Sua participação está prevista para a manhã de quarta-feira (21), quando discutirá as perspectivas de crescimento para a América Latina. Outros ministros brasileiros chegaram a ser cogitados na programação, mas não tiveram agendas confirmadas.
O setor privado brasileiro, por sua vez, mantém protagonismo no evento. Empresas listadas na B3 enviaram representantes de peso, com destaque para André Esteves, chairman do BTG Pactual (BPAC11), patrocinador do Fórum. Em seu discurso, Esteves abordou o cenário de investimentos no Brasil, destacando que as eleições de outubro não devem alterar significativamente o apetite dos investidores. Segundo o executivo, o país segue atrativo para grandes players globais, como TikTok e Meta, reforçando a confiança no potencial de longo prazo do mercado brasileiro.
A movimentação em Davos evidencia como as decisões e discursos no Fórum Econômico Mundial reverberam diretamente nos mercados e nas estratégias de empresas e governos. Para investidores atentos às tendências globais e ao posicionamento das companhias brasileiras, a ferramenta de Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferece uma visão comparativa dos principais ativos da bolsa, facilitando a identificação de oportunidades alinhadas ao cenário internacional.