Springs Global (SGPS3) tem registro cancelado pela CVM após falta de informações e recuperação judicial
Contexto e Motivos do Cancelamento
Nesta sexta-feira (9), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou ao mercado uma decisão que impacta diretamente o setor têxtil brasileiro: o cancelamento do registro de companhias abertas da Springs Global (SGPS3) e da Coteminas. Ambas as empresas, integrantes do mesmo grupo empresarial e conhecidas por marcas como MMartan, enfrentam um cenário de recuperação judicial e dívidas superiores a R$ 2 bilhões.
Contexto e Motivos do Cancelamento
A decisão da CVM ocorre após meses de impasse e segue a suspensão dos registros das companhias em agosto do ano passado, motivada pela ausência de informações obrigatórias à autarquia. Segundo comunicado oficial, a falta de prestação de dados essenciais foi determinante para o cancelamento definitivo, impedindo que as ações das empresas sejam negociadas no balcão da bolsa de valores.
Impacto no Mercado e na Governança
O episódio evidencia a importância da transparência e do cumprimento das normas regulatórias para empresas listadas. Em abril do ano passado, a B3 já havia suspendido a Springs Global do Novo Mercado, segmento de maior prestígio da bolsa brasileira, devido ao descumprimento de regras. Com isso, a companhia perdeu o direito de utilizar o selo do Novo Mercado, embora permanecesse listada, sujeita a restrições e à necessidade de seguir as normas do segmento especial.
Desafios Financeiros e Recuperação Judicial
Sob o comando do empresário Josué Gomes, ex-presidente da Fiesp, as empresas do grupo vêm enfrentando uma dura batalha para reequilibrar suas finanças. O último balanço divulgado, referente ao primeiro trimestre de 2024, apontou um prejuízo de R$ 168 milhões. A dívida, que já era de R$ 1 bilhão ao final daquele período, continuou crescendo diante de resultados negativos recorrentes.
Perspectivas e Negociações com Credores
Apesar do cenário adverso, a companhia afirma estar avançando nas negociações com credores e na preparação de documentos para a recuperação judicial, com a expectativa de realizar uma assembleia geral de credores em 2025. O desfecho desse processo será crucial para determinar o futuro das operações e a capacidade de retomada do grupo no mercado.
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