Celina Leão assume governo do DF e negocia ajuda para evitar colapso do Banco Regional de Brasília
A crise do Banco Regional de Brasília (BRB) coloca o Distrito Federal no centro das atenções do mercado financeiro e político nacional.
Em sua segunda passagem pelo comando do governo local, Celina Leão assume a chefia do Executivo em meio a um cenário de incertezas e busca apoio federal para evitar um colapso no banco estatal, que tem papel estratégico para a economia da capital.
O pedido de socorro foi feito logo após a posse de Celina, que entrou em contato direto com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O gabinete da governadora confirmou a conversa, destacando que o objetivo é encontrar soluções para o equilíbrio financeiro do BRB. Entre as alternativas discutidas, está a possibilidade de o banco aderir ao programa de subvenção do diesel, como contrapartida para a ajuda federal. Embora os detalhes ainda estejam em negociação, fontes apontam que a Caixa Econômica Federal pode ser acionada para viabilizar o suporte necessário.
A movimentação de Celina Leão revela não apenas a gravidade da situação do BRB, mas também a complexidade política do momento. Mesmo sendo aliada de grupos de oposição ao governo federal, a governadora busca ampliar sua base de apoio e fortalecer sua imagem diante do eleitorado, especialmente com a proximidade das eleições de outubro. O gesto de diálogo com o Planalto pode ser interpretado como uma estratégia para garantir estabilidade institucional e, ao mesmo tempo, conquistar maior popularidade.
O contexto se agrava diante do pedido recente do governo do DF ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para um empréstimo de R$ 4 bilhões, medida tomada ainda sob a gestão de Ibaneis Rocha. O ex-governador, que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado, reconheceu a incapacidade do caixa estadual para absorver os prejuízos do banco, evidenciando a urgência de uma solução estruturada.
A transição de comando no Distrito Federal ocorre em meio a um histórico de turbulências políticas. Ibaneis Rocha, que enfrentou polêmicas como a suposta omissão nos ataques de 8 de janeiro, agora mira o Senado, enquanto Celina Leão assume a missão de estabilizar o governo e o sistema financeiro local. O desfecho dessa crise terá impacto direto não apenas sobre o BRB, mas sobre a confiança dos investidores e a dinâmica econômica da região.
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