Dicas práticas para planejar, investir e evitar dívidas com a renda extra do 13º salário
O 13º salário movimenta o orçamento dos brasileiros: como aproveitar a renda extra com inteligência financeira
Na última sexta-feira de novembro, dois eventos impactam diretamente o bolso dos brasileiros: a Black Friday e o pagamento da primeira parcela do 13º salário. Hoje, milhões de trabalhadores sob o regime da CLT recebem a tão aguardada renda extra, que pode ser um alívio financeiro ou uma armadilha, dependendo de como for administrada.
O que diz a lei e como é feito o cálculo do 13º salário
O 13º salário é um direito garantido por lei a todos os trabalhadores com carteira assinada, incluindo domésticos, rurais, urbanos e avulsos. O benefício é pago em duas parcelas: a primeira até o fim de novembro e a segunda até 20 de dezembro. Como a data limite para a primeira parcela cai em um domingo este ano, os depósitos foram antecipados.
O cálculo do 13º é proporcional ao tempo de serviço no ano. Para chegar ao valor, divide-se o salário bruto mensal por 12 e multiplica-se pelo número de meses trabalhados, considerando apenas os meses em que o trabalhador atuou por pelo menos 15 dias. O resultado é pago em duas etapas, proporcionando um reforço no orçamento em um momento estratégico do ano.
Planejamento: o segredo para transformar o 13º em oportunidade
Para muitos brasileiros, o 13º salário representa uma chance de colocar as contas em dia, investir ou até mesmo realizar sonhos de consumo. No entanto, especialistas alertam: sem planejamento, o dinheiro extra pode se transformar em fonte de endividamento.
O primeiro passo recomendado é fazer um diagnóstico financeiro detalhado. Listar despesas, identificar dívidas e revisar as necessidades da família são atitudes essenciais para entender onde o dinheiro pode ser melhor empregado. Priorizar o pagamento de dívidas, especialmente aquelas com juros elevados, é uma estratégia que traz alívio imediato e reduz o estresse financeiro a longo prazo.
Reserva de emergência: proteção contra imprevistos
Outra orientação fundamental é destinar parte do 13º salário para a formação ou reforço da reserva de emergência. Imprevistos acontecem e, sem um fundo de segurança, o orçamento familiar pode ser rapidamente comprometido. Ter uma reserva evita a necessidade de recorrer a empréstimos caros e garante maior tranquilidade diante de situações inesperadas.
Consumo consciente: equilíbrio entre lazer e responsabilidade
Embora seja natural reservar uma parte do 13º para lazer ou celebrações de fim de ano, o consumo deve ser feito de forma planejada. Compras impulsivas podem comprometer o orçamento dos meses seguintes e anular os benefícios do dinheiro extra. A disciplina financeira é o diferencial para transformar o 13º em uma oportunidade de crescimento, e não apenas em um prazer momentâneo.
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