Varejo, locação de veículos e shopping centers lideram ganhos com juros mais baixos, aponta análise do BTG
O cenário de juros no Brasil está prestes a passar por uma transformação significativa, segundo projeções do BTG Pactual. O banco estima que a taxa Selic (SELIC), atualmente em 15% ao ano, deve recuar para 12% ao ano até o fim de 2026. Essa perspectiva de queda nos juros básicos já movimenta o mercado financeiro e acende o alerta para oportunidades em setores estratégicos da bolsa brasileira.
Contexto macroeconômico: sinais de inflexão
A análise do BTG Pactual parte de dois fatores centrais: a melhora no mercado de trabalho e uma dinâmica inflacionária mais controlada. Esses elementos criam espaço para o Banco Central flexibilizar a política monetária, reduzindo gradualmente a Selic (SELIC). Para investidores atentos, esse movimento representa uma mudança de paradigma, pois juros mais baixos tendem a impulsionar o preço das ações e a rentabilidade das empresas listadas.
Impacto setorial: varejo e consumo na dianteira
O estudo do BTG Pactual avaliou cerca de 100 companhias sob sua cobertura, simulando o efeito de cortes de 1 ponto percentual na Selic (SELIC) sobre os lucros. O resultado é claro: o setor de varejo desponta como o maior beneficiado, com estimativa de aumento médio de 4% no lucro para cada redução de 100 pontos-base. Locadoras de veículos e administradoras de shopping centers também aparecem entre os destaques, com ganhos de 3,9% e 3,4%, respectivamente.
Empresas alavancadas: vantagem competitiva
Outro ponto relevante é o impacto positivo para empresas com dívidas atreladas à Selic (SELIC). Negócios alavancados, independentemente do setor, tendem a se beneficiar de custos financeiros menores, o que pode destravar valor e melhorar margens. No entanto, alguns segmentos, como varejo, locação de veículos e shopping centers, saem na frente devido à sua maior sensibilidade ao crédito e ao consumo.
Destaques da bolsa: quem mais ganha com a Selic em queda
Entre as empresas que mais se destacam nesse cenário, Magazine Luiza lidera com potencial de aumento de 75% no lucro, seguida por Jalles Machado (+32%), Dasa (+27%), Movida (+18%) e Assaí (+13%). Outros nomes relevantes incluem Camil, Rumo, CSN, Energisa, Pague Menos, Ânima, Qualicorp, SLC Agrícola, MRV, Motiva, Iguatemi, Neoenergia, Ultrapar, Usiminas e Multiplan, todas com ganhos expressivos projetados.
Perspectivas e análise de mercado
A expectativa de queda da Selic (SELIC) reforça a atratividade da renda variável e pode desencadear uma reprecificação dos ativos brasileiros. Investidores institucionais e individuais devem monitorar de perto os setores mais sensíveis ao ciclo de juros, ajustando suas estratégias para capturar o potencial de valorização.
Para quem deseja identificar as empresas mais beneficiadas por cenários de juros baixos, a ferramenta de Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada dos principais destaques do mercado, facilitando a tomada de decisão baseada em dados sólidos.