Pedido visa liberar R$ 12,2 bi retidos desde liquidação extrajudicial, com investigação da PF em curso
O BRB (BSLI4) recorre ao STF para desbloquear recursos do Banco Master bloqueados desde a liquidação extrajudicial da instituição, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. O pedido de tutela provisória de urgência foi anunciado pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, após uma longa reunião na Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde se discutiu o plano de socorro ao banco.
Contexto e Pedido ao STF
O banco busca, por meio da ação, que os liquidantes do Banco Master deixem de reter os fluxos financeiros e redirecionem imediatamente os recursos ao BRB (BSLI4), considerado o legítimo titular. O relator do caso no STF, ministro André Mendonça, concedeu prazo de 48 horas para manifestação do liquidante, em decisão proferida nesta terça-feira (3). O atual liquidante interino, Sebastião Marcio Monteiro, substitui Eduardo Felix Bianchini, afastado temporariamente por questões de saúde.
Investigação e Exposição ao Risco
O caso ganhou contornos ainda mais graves após a Polícia Federal iniciar investigação sobre a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras supostamente falsas do Banco Master ao BRB. A tentativa de aquisição do Master pelo banco estatal foi barrada pelo Banco Central, e os ativos envolvidos foram posteriormente trocados por outros papéis do Master, com garantias adicionais. No entanto, persiste a incerteza sobre o real valor desses ativos, ampliando o risco para o BRB e seus acionistas.
Plano de Socorro e Impacto no DF
Para mitigar as perdas, o BRB solicitou um aporte de até R$ 8,86 bilhões. O governo do Distrito Federal, controlador do banco, encaminhou à Câmara Legislativa um projeto para autorizar o investimento. A proposta prevê a possibilidade de o governo contrair empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e outras instituições financeiras, oferecendo nove imóveis públicos como garantia.
Análise e Perspectivas
O desenrolar desse processo é acompanhado de perto por investidores e pelo mercado financeiro, dada a relevância do BRB no cenário regional e o potencial impacto fiscal para o Distrito Federal. A decisão do STF sobre o desbloqueio dos recursos e o andamento das investigações serão determinantes para o futuro do banco e para a confiança no sistema financeiro local.
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