Transferência da Novonor para IG4 e programa PRESIQ impulsionam expectativas no setor químico
O mercado financeiro brasileiro acompanha de perto a iminente formalização do acordo que transferirá a participação da Novonor (antiga Odebrecht) na Braskem (BRKM5) para a gestora IG4 Capital. Segundo informações apuradas por colunistas do setor, a transação deve ser oficializada ainda nesta semana, marcando um novo capítulo na trajetória da petroquímica e sinalizando mudanças profundas em sua governança.
Mudança de comando e reestruturação
A IG4 Capital, que representa os principais bancos credores da Braskem, já definiu a nova equipe que assumirá o comando da companhia. O plano prevê a substituição integral do atual conselho executivo assim que a operação for concluída, com um curto período de transição estimado em cerca de um mês. Essa reestruturação é vista como estratégica para reposicionar a Braskem diante dos desafios do setor químico e das recentes turbulências financeiras enfrentadas pela empresa.
Apoio institucional e perspectivas para o setor
Outro fator que impulsionou o otimismo do mercado foi a aprovação, pelo Senado, do Projeto de Lei 892/2025, que institui o programa PRESIQ. A iniciativa, que aguarda sanção presidencial, prevê a concessão de subsídios à indústria química nacional, fortalecendo a competitividade do setor e abrindo novas perspectivas para empresas como a Braskem. O texto aprovado manteve integralmente as diretrizes estabelecidas pela Câmara dos Deputados, sinalizando alinhamento entre os poderes Legislativo e Executivo em prol da indústria.
Reação do mercado e desempenho recente
Diante dessas novidades, as ações da Braskem registraram leve alta de 0,37%, cotadas a R$ 8,03 no fechamento da tarde desta quarta-feira (19). O movimento ocorre poucos dias após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025, quando a companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 26 milhões – uma redução expressiva de 96% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em dólares, o prejuízo foi de US$ 1 bilhão, recuando 99% na base anual. O Ebitda recorrente, por sua vez, somou R$ 818 milhões, queda de 66%.
Análise e projeções
A iminente mudança de controle e o suporte institucional renovam as expectativas para a Braskem, que busca superar um ciclo de resultados negativos e retomar o protagonismo no setor químico. Investidores e analistas acompanham de perto os desdobramentos, atentos ao potencial de valorização das ações e à capacidade da nova gestão em implementar ajustes estratégicos. Para quem deseja monitorar o desempenho da Braskem e de outras empresas do setor, a ferramenta de Ações da AUVP Analítica oferece dados atualizados, gráficos interativos e análises detalhadas para embasar decisões de investimento.