Setores de semicondutores e luxo impulsionam ganhos após corte americana derrubar tarifas de Trump
As bolsas europeias encerraram a semana em alta, impulsionadas por uma decisão histórica da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegais as tarifas impostas pelo governo Trump. Esse movimento trouxe alívio imediato para empresas exportadoras do continente, especialmente aquelas ligadas à cadeia de semicondutores e ao setor de luxo, que viram suas ações dispararem diante de um ambiente comercial mais previsível e menos restritivo.
Contexto internacional e impacto nos mercados A decisão judicial nos EUA representa um marco para o comércio global, reduzindo incertezas e abrindo espaço para uma retomada das exportações europeias. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,56%, enquanto o DAX de Frankfurt subiu 0,81%. Paris registrou alta expressiva de 1,39% no CAC 40, e Milão viu o FTSE MIB crescer 1,48%. Madri também acompanhou o movimento positivo, com o Ibex 35 subindo 0,82%. A única exceção foi Lisboa, onde o PSI 20 recuou levemente 0,05%.
No acumulado semanal, os ganhos foram ainda mais robustos: o FTSE 100 subiu 2,3%, o DAX avançou 1,3%, o CAC 40 teve alta de 2,5%, Milão acumulou 2,3% e o Ibex 35 liderou com 2,8%. Mesmo Lisboa, apesar do recuo pontual, fechou a semana com valorização de 1,0%.
Setores em destaque: semicondutores e luxo
O setor de semicondutores foi um dos grandes beneficiados, refletindo a sensibilidade dessas empresas às disputas comerciais globais. ASML Holding, ASM International e BE Semiconductor registraram altas expressivas, impulsionadas pela perspectiva de exportações menos pressionadas por tarifas. A recente decisão reforça o acordo firmado entre União Europeia e EUA, que estabeleceu um teto tarifário de 15% para exportações do setor, trazendo previsibilidade e confiança para os investidores.
O segmento de luxo também brilhou, com LVMH, Hermès e Pernod Ricard apresentando ganhos sólidos. O otimismo com exportações menos pressionadas por barreiras tarifárias favoreceu o desempenho dessas companhias, que dependem fortemente do mercado internacional.
Dados econômicos reforçam o otimismo
Além do alívio comercial, indicadores macroeconômicos positivos ajudaram a sustentar o movimento de alta. O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro superou as expectativas, sinalizando uma melhora consistente na atividade econômica. Alemanha e Reino Unido também apresentaram PMIs acima do previsto, reforçando a perspectiva de recuperação da demanda interna, especialmente no setor manufatureiro.
Análise e projeção
A combinação de menor tensão comercial e sinais de retomada econômica cria um ambiente favorável para os mercados europeus. Analistas avaliam que a recuperação da demanda interna, aliada à previsibilidade nas exportações, pode sustentar o ciclo de valorização das bolsas no curto e médio prazo. Investidores atentos a esses movimentos encontram oportunidades em setores estratégicos, como tecnologia, manufatura e bens de luxo.
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