Expectativas indicam inflação controlada, juros em queda gradual e crescimento econômico moderado no Brasil
O cenário macroeconômico brasileiro segue em constante monitoramento, e o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (5) trouxe novos ajustes nas expectativas do mercado financeiro para inflação, juros, câmbio e crescimento do PIB. O relatório, referência para investidores e analistas, revela nuances importantes sobre o que esperar da economia nacional nos próximos anos.
Inflação: ajustes e expectativas
A projeção para a inflação oficial medida pelo IPCA em 2025 recuou levemente, passando de 4,32% para 4,31%. Esse número mantém a inflação dentro do intervalo de tolerância da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 3% ao ano, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (ou seja, entre 1,5% e 4,5%). O dado definitivo será conhecido na próxima sexta-feira (9), quando o IBGE divulgará o resultado oficial da inflação de 2024.
Para 2026, a expectativa de inflação, que vinha em trajetória de queda, registrou uma pequena alta, subindo de 4,05% para 4,06%. Apesar desse leve ajuste, o mercado mantém uma visão de que o controle inflacionário segue como prioridade, mas ainda enfrenta desafios diante de um cenário global incerto e pressões internas.
Taxa Selic: estabilidade nas projeções
As previsões para a taxa básica de juros, a taxa Selic (SELIC), não sofreram alterações nesta edição do Focus. O consenso do mercado é de que os juros devem cair dos atuais 15% para 12,25% até o fim de 2026, com novas reduções projetadas para 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028. Esse movimento reflete a expectativa de um ambiente inflacionário mais controlado e de estímulo à atividade econômica.
Câmbio e PIB: estabilidade e cautela
No câmbio, o dólar deve permanecer próximo de R$ 5,50 ao longo dos próximos anos, segundo as projeções. Esse patamar reflete tanto a cautela dos agentes diante do cenário eleitoral quanto a percepção de riscos globais e domésticos. Já para o PIB, a expectativa é de crescimento de 2,26% em 2025, seguido de uma desaceleração para 1,80% em 2026 e 2027, com leve recuperação para 2,00% em 2028.
Análise e perspectivas
O Boletim Focus sinaliza que, apesar dos ajustes pontuais nas expectativas de inflação, o mercado mantém uma visão relativamente estável para os principais indicadores macroeconômicos. O controle da inflação segue como desafio central, especialmente diante de um cenário internacional volátil e de incertezas políticas internas. A trajetória dos juros e do câmbio será fundamental para definir o ritmo de crescimento econômico e o apetite dos investidores por ativos brasileiros.
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