Relatório do Banco Central sinaliza ajustes cautelosos e crescimento econômico moderado no médio prazo
O Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, voltou a movimentar as expectativas do mercado financeiro nesta segunda-feira.
O relatório, referência para investidores e analistas, trouxe revisões importantes nas projeções de inflação, juros, dólar e crescimento econômico para os próximos anos, sinalizando nuances relevantes para quem acompanha de perto o cenário macroeconômico brasileiro.
Inflação: projeções ajustadas e busca pelo centro da meta
O destaque do boletim ficou por conta da leve redução na expectativa para o IPCA de 2026, que passou de 4,06% para 4,05%. Para os anos seguintes, o mercado projeta uma trajetória de desaceleração: 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028 e 2029. Apesar de a meta de inflação ser de 3% ao ano, com tolerância entre 1,5% e 4,5%, o Banco Central reforça o compromisso com o centro da meta, o que mantém o foco dos agentes econômicos na condução da política monetária.
Juros: cortes mais lentos e ajuste no longo prazo
No campo dos juros, o mercado ainda aposta em cortes da Taxa Selic (SELIC) ao longo de 2024, com a taxa básica caindo dos atuais 15% para 12,25% até o fim do ano, em um ritmo de 0,50 ponto percentual por reunião a partir de março. Para 2027, a expectativa é de Selic em 10,50%. No entanto, o Focus trouxe uma revisão para cima na projeção de 2028, de 9,75% para 9,88%, refletindo cautela diante de possíveis pressões inflacionárias e do cenário internacional. Para 2029, a Selic deve atingir 9,50%, indicando que o ciclo de flexibilização monetária pode ser mais gradual do que se imaginava.
Dólar e PIB: estabilidade e retomada do crescimento
As projeções para o dólar mostram uma leve tendência de alta, com o câmbio estimado em R$ 5,50 para 2026 e 2027, subindo para R$ 5,52 em 2028 e R$ 5,57 em 2029. Já o PIB, após anos de crescimento modesto, deve acelerar para 2% ao ano a partir de 2028, sinalizando otimismo com a retomada da atividade econômica no médio prazo.
Análise AUVP Analítica: o que esperar do cenário macroeconômico
O ajuste nas expectativas de inflação e juros revela um mercado atento aos desafios do ambiente global e à condução da política fiscal e monetária no Brasil. A cautela com cortes de juros mais lentos e a leve pressão cambial reforçam a importância de monitorar indicadores econômicos e revisões do Boletim Focus para decisões de investimento.
Para investidores que desejam acompanhar de perto as tendências de juros, inflação e câmbio, a ferramenta de Histórico PL Ibovespa da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada da evolução dos múltiplos do principal índice da bolsa em diferentes cenários macroeconômicos, auxiliando na análise de oportunidades e riscos no mercado de ações.