Criptomoeda reage a aversão ao risco global e fatores macroeconômicos, com alta de 3% no fim de semana
O Bitcoin enfrenta um cenário desafiador em meio à crescente aversão ao risco nos mercados globais
Após uma queda acentuada de 11% na semana passada, a principal criptomoeda do mundo tenta se reerguer, sinalizando uma possível retomada, mas ainda sob forte volatilidade e incerteza.
Contexto: volatilidade e cautela dominam o mercado
O movimento recente do Bitcoin reflete o clima de cautela que tomou conta dos investidores. No sábado, a moeda digital conseguiu desacelerar as perdas e, no domingo, já apresentava uma alta superior a 3%, sendo negociada novamente na faixa dos US$ 87 mil. Esse avanço, embora significativo frente ao piso de US$ 80 mil registrado na sexta-feira, ainda está distante do recorde de US$ 126 mil alcançado em outubro.
O impacto da aversão ao risco
A pior semana do ano para o Bitcoin foi impulsionada por fatores macroeconômicos relevantes. O temor de uma bolha no setor de Inteligência Artificial e a possibilidade de que o Federal Reserve mantenha os juros elevados até dezembro aumentaram a aversão ao risco. O payroll robusto divulgado nos Estados Unidos reforçou a percepção de que o mercado de trabalho segue aquecido, o que pode adiar cortes de juros e pressionar ativos de maior risco, como criptomoedas e ações de tecnologia.
Reação global e perspectivas
O mau humor não ficou restrito ao universo cripto: bolsas de valores ao redor do mundo também sentiram o impacto, evidenciando a interconexão entre diferentes classes de ativos. O Bitcoin, por sua vez, figurou entre os maiores perdedores, despencando de US$ 94 mil para US$ 80 mil em poucos dias. Agora, investidores monitoram de perto se a recuperação observada no fim de semana será sustentável ou se novas ondas de volatilidade podem surgir.
Análise e projeção
Apesar do salto recente, o Bitcoin ainda acumula perdas no ano e permanece distante de seus picos históricos. O cenário sugere que a confiança dos investidores segue abalada, e a trajetória da criptomoeda dependerá, em grande parte, do desenrolar dos fatores macroeconômicos e do apetite global por risco nas próximas semanas.
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