Criptomoeda registra mínima de US$ 74,5 mil e atrai investidores institucionais apesar do cenário desafiador
Desafios recentes do Bitcoin (BTC) e volatilidade do mercado
O Bitcoin (BTC) enfrenta um dos momentos mais desafiadores desde seu último topo histórico, registrando um desconto de quase 40% em relação à máxima de US$ 126,1 mil alcançada em outubro passado. Na madrugada, a principal criptomoeda do mercado chegou a renovar sua mínima em US$ 74,5 mil, antes de se recuperar levemente para US$ 78,5 mil ao longo do dia, com uma valorização modesta de 0,8% nas últimas 24 horas. Ainda assim, a capitalização total do BTC permanece robusta, girando em torno de US$ 1,5 trilhão, evidenciando sua resiliência mesmo em meio à volatilidade.
O cenário recente foi marcado por liquidações expressivas no mercado cripto, que somaram US$ 5 bilhões, majoritariamente em posições compradas. Esse movimento revela o excesso de otimismo de especuladores que apostaram na alta do Bitcoin, mas encontraram uma demanda insuficiente para sustentar os preços. O episódio remete ao maior crash da história das criptomoedas, ocorrido em outubro de 2025, quando mais de US$ 19 bilhões em posições alavancadas foram liquidados em apenas quatro dias após o BTC atingir seu recorde. Na ocasião, cerca de 1,6 milhão de posições foram encerradas de forma abrupta, deixando marcas profundas no mercado.
Impactos do crash e confiança dos investidores
Apesar de não ter tido o mesmo impacto midiático de escândalos como a quebra da FTX, o crash de outubro passado ainda repercute entre analistas, que apontam que o Bitcoin não se recuperou totalmente desde então. A confiança dos investidores, especialmente dos institucionais, segue abalada, embora grandes players continuem apostando pesado na criptomoeda. Um exemplo é a Strategy (MSTR), controlada por Michael Saylor, que adquiriu mais de 22 mil Bitcoins entre 12 e 19 de janeiro, investindo cerca de US$ 2 bilhões mesmo diante da queda.
Pesquisas recentes da Coinbase indicam que 71% dos investidores institucionais consideram o BTC subvalorizado na faixa entre US$ 85 mil e US$ 95 mil, e 80% afirmam que manteriam ou aumentariam sua exposição mesmo após uma queda adicional de 10%. Esse otimismo contrasta com o afastamento do investidor pessoa física, que tem buscado alternativas mais tradicionais diante da volatilidade do mercado cripto.
Cenário macroeconômico e comparação de desempenho
Outro fator relevante para o momento do Bitcoin é o cenário macroeconômico dos Estados Unidos. A nomeação de Kevin Warsh para o comando do Federal Reserve, em uma estratégia do presidente Donald Trump para acelerar a redução dos juros, tem direcionado fluxos para ativos de renda variável tradicionais, como ações, REITs e ETFs americanos, reduzindo o apetite por criptoativos no curto prazo.
A comparação de desempenho entre o Bitcoin e outros ativos evidencia o desafio enfrentado pela criptomoeda. Um investimento de US$ 1 mil em BTC há 12 meses teria se transformado em US$ 775,99, enquanto o ETF QQQ, que replica as maiores empresas de tecnologia dos EUA, teria retornado US$ 1.196,64 no mesmo período. Esse cenário reforça a necessidade de análise criteriosa e diversificação de portfólio para quem busca navegar com segurança no universo dos investimentos.
Ferramenta para comparação de ativos globais
Para investidores que desejam comparar o desempenho do Bitcoin com outros ativos globais, a ferramenta de Comparador de Ações e ETFs da AUVP Analítica oferece uma análise detalhada de múltiplos indicadores, permitindo decisões mais embasadas em um mercado cada vez mais dinâmico.