Queda do Bitcoin reflete aversão ao risco e incertezas macroeconômicas globais em 2026
O Bitcoin enfrenta uma das maiores quedas recentes em 2026, acumulando uma desvalorização superior a 23% desde o início do ano.
Nesta quinta-feira (5), a principal criptomoeda do mundo chegou a recuar mais de 9%, sendo negociada abaixo dos US$ 70 mil – patamar que não era visto há 15 meses. Às 15h05, o BTC era cotado a US$ 66,3 mil, o menor valor desde outubro de 2024, período que antecedeu a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos.
Contexto de aversão ao risco e cenário macroeconômico
O movimento de queda do Bitcoin reflete o aumento da aversão ao risco nos mercados globais. Investidores demonstram cautela diante das incertezas macroeconômicas e geopolíticas, o que tem pressionado ativos considerados mais arriscados. O temor de uma possível bolha de Inteligência Artificial, reacendido após a Alphabet sinalizar que pode dobrar seus investimentos em IA até 2026, também contribui para o clima de instabilidade.
Pressão vendedora e liquidez reduzida
A queda do Bitcoin não é um evento isolado. Grandes investidores institucionais e ETFs, que haviam apostado fortemente em criptomoedas nos últimos meses, vêm desmontando posições em busca de proteção e realização de lucros. Esse movimento reduz a liquidez do setor e afeta outras criptomoedas relevantes, como Ethereum, Solana e XRP, que também registraram quedas expressivas no mesmo período. O mercado cripto, como um todo, enfrenta uma contração na capitalização total, aumento da volatilidade e menor apetite por risco, segundo análise da Kaiko Research.
Desvalorização histórica e fatores externos
Com a queda acumulada em 2026, o Bitcoin já está 46% abaixo do topo histórico de US$ 126,1 mil registrado em outubro do ano passado. Analistas destacam que a correção não decorre de fragilidades internas do mercado cripto, mas sim da deterioração do cenário macroeconômico global. Entre os fatores que ampliam a volatilidade negativa estão as incertezas sobre a sucessão na presidência do Federal Reserve, novas dúvidas fiscais nos Estados Unidos e o aumento das tensões geopolíticas, levando investidores a buscar refúgio em caixa e títulos do Tesouro.
Posicionamento do governo americano
Apesar dos avanços regulatórios e da criação de uma reserva estratégica de Bitcoin nos Estados Unidos durante o governo Trump, o atual secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo não pretende intervir para sustentar os preços da criptomoeda. Em declaração recente ao Congresso, Bessent deixou claro que não há planos para resgatar o Bitcoin ou incentivar bancos privados a comprar o ativo, o que contribuiu para intensificar o movimento de queda.
Para quem acompanha o mercado de criptomoedas e busca entender o impacto dessas oscilações no portfólio, a ferramenta de Simulador de Rentabilidade da AUVP Analítica permite projetar diferentes cenários e avaliar como a volatilidade do Bitcoin pode afetar seus investimentos em ativos digitais.