Mesmo com desempenho inferior ao S&P 500, lucro e recompras indicam otimismo dos executivos
A recompra de ações da Berkshire Hathaway atinge US$ 4,5 bilhões e reforça a confiança dos executivos na valorização da holding
A recompra de ações da Berkshire Hathaway atinge US$ 4,5 bilhões e reforça a confiança dos executivos na valorização da holding, mesmo diante de um desempenho inferior ao S&P 500 (SPX) em 2026. Enquanto o índice americano acumula alta de 13,31% até agosto, as ações da Berkshire avançaram apenas 3,35% no mesmo período. Ainda assim, a companhia reportou um lucro líquido robusto de US$ 13 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 16% em relação ao ano anterior, segundo o relatório divulgado neste sábado (8).
O destaque do balanço ficou para o volume expressivo de recompras, muito acima dos US$ 235 milhões registrados um ano antes. Essa estratégia, desenhada ainda sob a liderança de Warren Buffett e mantida por Greg Abel, prevê recompras totais entre US$ 5 bilhões e US$ 11 bilhões, sinalizando ao mercado que a administração vê as ações da empresa como subvalorizadas.
O movimento de recompra costuma ser interpretado como um voto de confiança dos gestores no potencial de recuperação do papel, especialmente quando a cotação está pressionada. Para a Berkshire, que tradicionalmente utiliza operações de carry trade para captar recursos a custos baixos e investir em outras companhias, o trimestre também foi marcado por ganhos cambiais relevantes. A valorização do iene japonês gerou um ganho de US$ 326 milhões, revertendo perdas anteriores e contribuindo para o resultado positivo.
Comparativo de desempenho: Berkshire Hathaway, BERK34 e IVVB11
No longo prazo, o histórico de retorno da Berkshire Hathaway segue sólido, embora tenha ficado atrás do ETF IVVB11, que replica o S&P 500 (SPX), na última década. Um investimento de R$ 1 mil em BERK34 há dez anos teria se transformado em R$ 5.622,70, enquanto o mesmo valor aplicado no IVVB11 teria alcançado R$ 6.070,40, ambos considerando o reinvestimento de dividendos em dólar.
Carteira diversificada e estratégia de longo prazo
A carteira da Berkshire segue diversificada, com posições relevantes em gigantes como Apple, American Express, Coca-Cola, Bank of America, Alphabet, Chevron, Occidental Petroleum, Chubb, Moody's e Kraft Heinz. Essa composição reforça a estratégia de longo prazo da holding, baseada em empresas líderes e setores resilientes.
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