Bancos tradicionais mudam postura e veem oportunidades no setor de criptomoedas e blockchain
Bancos tradicionais e o universo das criptomoedas
Após anos de resistência, bancos tradicionais começam a olhar com mais atenção para o universo das criptomoedas. O movimento mais recente vem do Bank of America, que surpreende o mercado ao recomendar a compra das ações da Coinbase (C2OI34), uma das maiores corretoras de criptoativos do mundo, listada na Bolsa de Nova Iorque.
O banco norte-americano estabeleceu um preço-alvo de US$ 340 para os papéis da Coinbase, o que representa um potencial de valorização de quase 40% em relação à cotação atual, que gira em torno de US$ 245. Essa sinalização positiva reflete uma mudança de postura significativa entre as instituições financeiras tradicionais, que agora enxergam oportunidades concretas no setor cripto.
A recomendação do Bank of America se apoia em perspectivas de expansão do portfólio de produtos da Coinbase. Em apresentação recente, a empresa revelou planos para oferecer negociações de ações e ETFs, além de ingressar no mercado de previsões financeiras. Outro destaque é a subsidiária Base, que opera na rede Ethereum e pode ser a porta de entrada para o lançamento de um token próprio, ampliando ainda mais o alcance da companhia no ecossistema blockchain.
O relatório do banco destaca que a estratégia da Coinbase une emissão, custódia, conformidade regulatória e acesso a uma vasta base de clientes, criando um diferencial competitivo relevante. O eventual lançamento de um ativo digital próprio poderia, segundo os analistas, gerar bilhões de dólares em caixa para a empresa.
O otimismo não é isolado: o Goldman Sachs também revisou sua recomendação para compra das ações da Coinbase, fixando o mesmo preço-alvo de US$ 340. Apesar de o papel ainda estar cerca de 40% abaixo das máximas registradas em julho, o ritmo acelerado de lançamentos de novos produtos e a ampliação do mercado endereçável reforçam a confiança dos investidores.
A reação do mercado foi imediata. No pré-mercado desta sexta-feira (9), as ações da Coinbase subiam quase 1% nos Estados Unidos. No Brasil, onde a empresa é negociada via BDRs na B3, os papéis também registraram alta, sendo cotados a aproximadamente R$ 53,25, com valorização de 0,8% no dia.
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