B3SA3 sobe após revisão positiva do BofA, que projeta crescimento e dividendos atrativos até 2027
O Bank of America (BofA) revisou sua perspectiva para as ações da B3 (B3SA3)
O Bank of America (BofA) revisou sua perspectiva para as ações da B3 (B3SA3) , elevando a recomendação de neutra para compra após uma forte queda recente dos papéis. Segundo o banco, esse movimento abriu uma janela de oportunidade para investidores atentos ao potencial de valorização do ativo. O preço-alvo também foi ajustado para cima, passando de R$ 20 para R$ 22, o que representa um potencial de alta de aproximadamente 40% e um dividend yield estimado de 10% para 2027.
Reação do Mercado e Contexto Recente
A notícia impulsionou as ações da B3SA3, que subiram 2,35% e fecharam a R$ 15,69, figurando entre as maiores altas do Ibovespa no pregão desta quarta-feira (15). Vale destacar que, desde o pico registrado em abril, os papéis da operadora da Bolsa brasileira acumulam queda de 23%, desempenho inferior ao do próprio Ibovespa (IBOV) no mesmo período. Para os analistas do BofA, essa correção levou o valuation da B3 para patamares próximos das mínimas históricas, com a empresa sendo negociada a cerca de 11,2 vezes o lucro projetado para 2027, muito próximo do piso de 10,6 vezes observado no final de 2024.
Resiliência e Diversificação: O que o Mercado Não Está Vendo
O BofA destaca que o mercado pode estar subestimando a resiliência da B3 diante de diferentes ciclos econômicos e de juros. O modelo de negócios da companhia é considerado diversificado e defensivo, permitindo que a B3 mantenha crescimento mesmo em ambientes de taxas elevadas. Apenas 30% das receitas da empresa são diretamente beneficiadas por cortes de juros, enquanto 10% se favorecem de juros mais altos e 60% estão atreladas à atividade de mercado, volatilidade e serviços recorrentes. Essa composição reduz o risco de revisões negativas significativas nos resultados, mesmo que a Selic permaneça elevada por mais tempo.
Projeções de Lucro e Receita em Alta
O banco revisou para cima suas projeções de lucro líquido para a B3, elevando as estimativas para 2026 e 2027 em 5% e 6%, respectivamente. Essa revisão reflete a expectativa de uma alíquota efetiva de imposto menor, próxima de 19%, após o anúncio de distribuição extraordinária de Juros sobre Capital Próprio (JCP). Com isso, o BofA projeta crescimento de receita de 14% em 2026 e de 8% em 2027, enquanto o lucro líquido deve avançar 26% em 2026 e mais 7% em 2027. As projeções do banco estão acima do consenso de mercado, indicando otimismo com o desempenho futuro da companhia.
Potencial de Reprecificação e Cenários para a B3
Os analistas do BofA avaliam que, mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador, a B3 deve manter resultados robustos. Em um cenário mais favorável, com juros estruturalmente mais baixos e maior atividade nos mercados de capitais, a ação pode voltar a negociar múltiplos mais elevados, próximos de 20 vezes o lucro, como já ocorreu em períodos de Selic em um dígito. Isso sugere um potencial relevante de expansão de valuation caso o ambiente econômico brasileiro volte a ser mais benigno.
A conclusão do relatório é clara: após a recente desvalorização, a relação risco-retorno das ações da B3 se tornou bastante atrativa, combinando proteção em cenários adversos e potencial de valorização em ciclos de melhora econômica.
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