Reestruturação e foco em crédito consignado impulsionam crescimento e atraem grandes analistas
O Banco Pine (PINE4) surpreende o mercado financeiro ao registrar uma valorização superior a 200% em suas ações, superando amplamente o desempenho do setor bancário tradicional.
Esse movimento, que até então passava despercebido por muitos investidores, agora atrai a atenção de grandes instituições e analistas, que enxergam um potencial ainda não totalmente precificado pelo mercado.
Contexto
O Pine, após um profundo processo de reestruturação estratégica, inicia um novo ciclo de crescimento. O banco fortaleceu seu balanço, reduziu riscos e diversificou sua atuação, migrando de um foco quase exclusivo em crédito corporativo para empresas de médio porte para um modelo mais abrangente, que inclui canais digitais e crédito garantido para pessoas físicas. Essa transformação amplia a base de clientes e potencializa a geração de receitas recorrentes, sustentando a visão de que o Pine está apenas no início de uma trajetória ascendente.
Análise de Valuation
Apesar do salto expressivo no retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que passou de 9% em 2022 para cerca de 23% em 2024, o preço das ações ainda não reflete plenamente essa nova rentabilidade. O reposicionamento estratégico, iniciado após choques macroeconômicos entre 2015 e 2017, permitiu ao banco priorizar operações com maior garantia e spreads mais elevados, consolidando um perfil de risco mais equilibrado.
Motor de Crescimento
O crédito consignado privado emerge como principal vetor de expansão. O Pine foi um dos pioneiros nesse segmento, alcançando rapidamente cerca de 6% de participação de mercado e um estoque de crédito de R$ 3,5 bilhões. A modalidade, que oferece margens superiores e inadimplência significativamente menor em relação ao crédito pessoal tradicional, impulsiona a rentabilidade e reduz perdas esperadas.
Perspectivas para o ROE
Analistas do BTG Pactual destacam que o Pine se tornou protagonista no consignado privado, sustentando ROEs acima de 30% no curto prazo. Embora seja improvável manter esse patamar indefinidamente, a expectativa é de que a rentabilidade permaneça elevada por mais tempo do que o mercado projeta, abrindo espaço para uma reprecificação das ações.
Projeções para 2026
O Bradesco BBI projeta crescimento de 23% na carteira de crédito, impulsionado pelo consignado privado, retomada do consignado do INSS e expansão do crédito para empresas. A margem líquida de juros, em torno de 9%, é considerada sustentável, mesmo diante de possíveis pressões futuras.
Potencial de valorização
As principais casas de análise reforçam o otimismo: Bradesco BBI projeta preço-alvo de R$ 18 (alta de 30%), XP vê potencial de R$ 20 (alta de 50%), Safra aponta para R$ 19 (alta de 39%) e BTG Pactual sugere R$ 15 (alta de 10%). O Pine deixa de ser apenas uma história de recuperação e passa a ser visto como uma tese estrutural de crescimento entre os bancos de menor capitalização.
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