Lucro recorde e expansão da carteira impulsionam estratégia de follow-on para fortalecer capital
O Banco Pine (PINE4) está no centro das atenções do mercado financeiro neste início de ano, impulsionado por uma valorização expressiva de suas ações e resultados operacionais robustos. A instituição avalia levantar pelo menos R$ 275 milhões em uma potencial oferta subsequente de ações (follow-on), movimento que pode fortalecer ainda mais sua base acionária e ampliar a liquidez dos papéis.
Contexto: valorização e resultados recordes
Nos últimos doze meses, as ações preferenciais do Banco Pine (PINE4) acumularam alta superior a 250%, reflexo direto da melhora operacional e do aumento da rentabilidade. O balanço do quarto trimestre de 2025, divulgado recentemente, evidenciou essa virada: o banco registrou lucro líquido de R$ 183,5 milhões, quase três vezes maior que o mesmo período do ano anterior. O retorno ajustado sobre o patrimônio líquido (ROAE) atingiu 36,6%, superando com folga os grandes bancos nacionais.
No acumulado de 2025, o lucro líquido somou R$ 443,6 milhões, alta de 71,8% em relação a 2024, com ROAE anualizado de 33,4%. Esses números colocam o Pine em posição de destaque entre as instituições financeiras de médio porte, atraindo o olhar de investidores atentos a oportunidades fora do radar tradicional.
Fatores que explicam a virada
A estratégia do Pine tem sido pautada pela expansão da margem financeira líquida, disciplina de custos e alavancagem operacional. O banco concentra suas operações em linhas de crédito com garantias, como o consignado, consideradas menos arriscadas. Recentemente, ampliou sua atuação para produtos de maior retorno ajustado ao risco, diversificando a carteira e potencializando ganhos.
No varejo, cartões consignados e de benefício impulsionaram a base de clientes e a rentabilidade. No atacado, receitas com derivativos, seguros e mercado de capitais cresceram de forma relevante. A receita total do Pine saltou 240,8% no quarto trimestre, alcançando R$ 496,4 milhões, e ultrapassou R$ 1,4 bilhão no ano. A carteira de crédito expandida cresceu 23,9%, chegando a R$ 17,7 bilhões, enquanto a inadimplência, embora em leve alta, permanece abaixo da média do setor, em 1,9% para atrasos acima de 90 dias.
Oferta de ações no radar: perspectivas e desafios
Com resultados sólidos e ações em alta, o Pine avalia lançar uma oferta pública subsequente de ações, com valor inicial estimado em R$ 275 milhões. O objetivo é fortalecer a estrutura de capital e ampliar a liquidez dos papéis, dando prioridade de subscrição aos atuais acionistas. O controlador, Norberto Nogueira Pinheiro, poderá adquirir até 20% dos novos papéis, caso a operação avance.
Apesar do otimismo, o banco ressalta que ainda não há decisão definitiva sobre a oferta. A instituição contratou Itaú BBA e BTG Pactual para assessorar na análise de alternativas estratégicas, incluindo a possível emissão. O sucesso da operação dependerá das condições do mercado de capitais, aprovações regulatórias e do cenário político-econômico.
Análise de mercado e projeções
O desempenho do Pine já rendeu quatro recomendações de compra de grandes casas de análise neste início de ano, reforçando a percepção de que o mercado ainda não precificou totalmente a transformação operacional do banco. Para investidores atentos a oportunidades diferenciadas no setor financeiro, o Pine surge como um case a ser acompanhado de perto.
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