Operação visa fortalecer capital e índice de Basileia, com apoio do Itaú BBA e Araújo Fontes
O Banco BMG (BMGB4) anunciou um robusto aumento de capital privado, que pode chegar a R$ 214 milhões, conforme comunicado relevante divulgado nesta terça-feira (21). A decisão, aprovada pelo Conselho de Administração, será conduzida com o suporte estratégico do Itaú BBA Assessoria Financeira e da Araújo Fontes Assessoria Estratégica, reforçando a confiança do mercado na governança da instituição.
Contexto e Estrutura da Operação O aumento de capital será realizado dentro do limite autorizado pelo estatuto social do Banco BMG (BMGB4) , prevendo a emissão de, no mínimo, 35,9 milhões e, no máximo, 49,2 milhões de novas ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal. O preço de emissão foi fixado em R$ 4,35 por ação, totalizando um potencial de captação de até R$ 213.999.998,70. O valor foi calculado com base no preço médio das ações nos dez pregões anteriores a 20 de janeiro de 2026, acrescido de um deságio de 12,68%, o que garante atratividade sem prejudicar os atuais acionistas.
Direito de Preferência e Participação dos Controladores Os acionistas do BMG terão direito de preferência para subscrever as novas ações entre 30 de janeiro e 2 de março de 2026, na proporção de 8,25% sobre a posição acionária registrada em 29 de janeiro. Os controladores já sinalizaram intenção de exercer o direito de subscrição no valor de R$ 156 milhões, demonstrando alinhamento estratégico e confiança no futuro da instituição.
Impacto e Objetivos do Aumento de Capital O principal objetivo da operação é fortalecer a estrutura de capital do BMG, contribuindo diretamente para a melhoria do índice de Basileia, em conformidade com as exigências regulatórias do Banco Central do Brasil. Essa iniciativa reforça o compromisso do banco com a solidez financeira e a sustentabilidade de longo prazo, aspectos cada vez mais valorizados por investidores e analistas do setor bancário.
Análise de Mercado e Perspectivas A decisão do BMG ocorre em um momento de crescente atenção à robustez dos bancos médios no Brasil, especialmente diante de um cenário regulatório mais rigoroso e de maior competição no setor financeiro. O reforço de capital tende a ampliar a capacidade de concessão de crédito e a resiliência frente a eventuais oscilações macroeconômicas, posicionando o BMG de forma estratégica para capturar novas oportunidades de mercado.
Para investidores que desejam acompanhar de perto a evolução dos indicadores de capitalização e solidez dos bancos listados, a ferramenta Índice de Basileia e Imobilização da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada e comparativa, facilitando análises fundamentadas sobre o setor bancário brasileiro.