Receita cresce 12,2% impulsionada por ofertas públicas e volumes negociados; novo CEO assume liderança
A B3 encerrou o segundo trimestre de 2026 com um desempenho financeiro robusto, consolidando-se como protagonista do mercado financeiro brasileiro.
O lucro líquido recorrente atingiu R$ 1,4 bilhão, um avanço de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, alinhando-se às expectativas do mercado e reforçando a confiança dos investidores na solidez da companhia. A receita total cresceu 12,2%, alcançando R$ 3,1 bilhões, impulsionada pela retomada das ofertas públicas e pelo expressivo aumento dos volumes negociados no mercado de ações. O Ebitda recorrente somou R$ 1,9 bilhão, com uma margem impressionante de 70%. O trimestre também foi marcado por uma importante transição na liderança, com Christian Egan assumindo o cargo de CEO em junho, sinalizando uma nova fase para a B3.
Renda Variável Impulsiona Resultados
O segmento de renda variável foi o grande destaque do período. O volume financeiro médio diário no mercado à vista atingiu R$ 31,3 bilhões, um salto de 20,1% sobre o segundo trimestre de 2025. O volume médio de ações cresceu 21,2%, chegando a R$ 26,9 bilhões, enquanto os BDRs registraram alta de 41,8%, movimentando R$ 1,3 bilhão por dia. Fundos listados e opções sobre ações e índices também apresentaram crescimentos expressivos, de 73,6% e 54%, respectivamente. Em contrapartida, o mercado de derivativos enfrentou desafios, com queda de 8,3% no volume médio diário, impactado principalmente pela retração nos futuros de criptoativos. Ainda assim, contratos de juros em reais e índices de ações mostraram resiliência, com altas de 6,7% e 20,4%.
O trimestre foi marcado pelo retorno das ofertas públicas, que movimentaram R$ 11,6 bilhões, incluindo o primeiro IPO em cinco anos na B3, com a abertura de capital da Compass. Esse movimento impulsionou a receita de Listagem e Soluções para Emissores, que cresceu 25,8% em relação ao ano anterior.
Renda Fixa Mantém Trajetória de Crescimento
No segmento de renda fixa, a B3 continuou a expandir sua atuação. As emissões de instrumentos de captação bancária cresceram 5,2%, enquanto o estoque médio avançou 18,4%. O Tesouro Direto também se destacou, com a base de investidores atingindo 3,46 milhões e o estoque médio subindo 43,7%, totalizando R$ 236 bilhões. A receita de Renda Fixa e Crédito somou R$ 385,5 milhões, um crescimento de 17,2%.
As despesas totais chegaram a R$ 975,6 milhões, alta de 15,5%, influenciadas por gastos não recorrentes ligados à reestruturação da diretoria e mudanças no modelo de cobrança do Sistema Nacional de Gravames. Excluindo esses fatores, o aumento das despesas foi mais contido, de 6,2%. Os investimentos em pessoal e tecnologia também cresceram, refletindo o compromisso da B3 com inovação e eficiência operacional.
Distribuição de Resultados e Venda de Participação Estratégica
A B3 reforçou seu compromisso com a geração de valor aos acionistas ao anunciar R$ 1,106 bilhão em juros sobre capital próprio, incluindo R$ 750 milhões em valores extraordinários. Com as recompras de ações, as distribuições totalizaram R$ 1,303 bilhão no trimestre. Além disso, a companhia exerceu a opção de venda de sua participação de 37,5% na Dimensa por R$ 665 milhões, gerando um efeito positivo não recorrente de R$ 123,9 milhões no resultado.
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